Chopin, Pã, Pinho
Voltou à casa de ambos há umas semanas e sentiu-se lá como no céu, como no céu que lá viveu durante os 2 anos mais importantes da sua vida, partilhando os livros com a companheira a quem curou do maior mal da espécie humana, a solidão, em troca de receber dela a cura do maior mal da espécie dele, a animalidade. Ah e ganhou, nesse dia em que deixou a casa de que era condómino com a sua companheira, num 2º andar da grande cidade, ganhou nesse dia um novo direito: o do nome próprio no lugar do apelido original. Chopin passou a ser (também) Pinho.
Por cá, já no 6º andar da pequena cidade, o nosso Pã nunca renunciou à personalidade do seu original apelido, a que fazia jus preferindo o piano da biblioteca sossegada e penumbrosa para muitas das suas sonecas. Mas aceitou sempre o carinho de ser chamado Pinho, especialmente utilizado quando a sua primeira companheira vinha visitar-nos, a nós e a ele.



