quis fazer da vida uma viagem a todos os lugares - levando ouvidos e trazendo voz

 


https://aventar.eu/wp-content/uploads/2026/11/Sentenca-52155-26.8BELSB-anonimizada.pdf 


Encerramento | 11.Out.2026

TERMINA AQUI o Quadratim - ou melhor, esta é a sua última mensagem.

Por 3 décadas adentro, aqui se disse bem e mal, de tudo e de nada. Umas vezes, como se fazia por outros papeis, ecrãs ou palcos; outras porque não se dizia noutros lugares o que ao Quadratim parecia importante que se dissesse.
Nos mais de 1000 textos e imagens aqui depositados estão memórias, ideias e críticas de uma cidade, de uma região, de um país e de um mundo. Em nome da parte em que eles ainda são hoje ou sejam no futuro o mesmo que foram nestes vinte e tal anos, aqui ficam guardados.
No blogue continuam as palavras e ideias da luta cívica em que o Quadratim se fez.

O 1º Post do Quadratim:

Reconstruir o Cinema Gardunha

(a minha proposta para o projeto)












PROGRAMA DA REQUALIFICAÇÃO

                    preço e valor
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Se a Cultura te parece cara, ainda não te deste conta do preço da ignorância.
Cinema Gardunha - o legado perdido?
(Republicação - texto de Dez.2012)

Ali conhecemos o Citizen Kane, A Filha de Ryan, Ivan o Terrível e o Couraçado Potenkine; Por lá fomos até ao Rio Bravo, a Batalha das Ardenas, a Ponte sobre o Rio Kwai; e foi lá que se nos apresentaram Clark Gable e Brigitte Bardot, Sean Connery e Ava Gardner, Giulietta Massino e Bruce Lee, Ingrid Bergman e Tom Hanks, Charlie Chaplin e Meryl Streep. E recebemos o TEUC e Laura Alves e Manuel Lereno e Raul Solnado - e as récitas dos finalistas do Externato e as vozes da rádio e da TV e os cantautores de Abril; e dali se incomodou Salazar com a esperança de outras cores em eleições ou coisa parecida.
Depois vieram 20 anos de dúvidas, alvitres e medos diante do silêncio.
Depois chegaram os que nunca lá entraram – mas traziam escuras ideias de outro lucro. Com juros sobre a memória dos fundanenses e dividendos fáceis para promessas. Promessas com prazo de cumprimento a perder de vista. Com custos de meia dúzia de tapumes, que a seu tempo virão... e, quiçá, até ao dia do nunca. E só.

 


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Sonho e devaneio

 o imaginário e o sonho
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O que é imaginário surge do nada, é uma fantasia e desvanece-se num ápice - dura minutos, quiçá horas e foge por saturação. Não existe.
O sonho, por sua vez, nasce de uma vontade, existe por um propósito e, por isso, dura e perdura pelo tempo - sem prazo nem cansaço até se fazer realidade. O tempo que dura é a prova da verdade e da essência do seu existir. Existe, sim.
O meu Fundão, 1953-2026

Os anos de 1960s, o Fundão, a Praça Velha, o Jornal do Fundão

António Paulouro, elites e "caldo" social, diálogo e cidadania

vizinhança e convivência, Fundão e Lisboa, debate e pluralismo

amor e a força, cristianismo e respeito, ódio e política

Fundão e cidadania, proposta e aceitação, a leitura e a prática, paz e futuro
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a memória


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Parece-nos deserto o caminho, mas está cheio de nós mesmos, com a multidão das nossas saudades - a suave saudade que contempla o que nunca perdemos, a inquieta saudade que persegue o que nunca tivemos. A Vida é um sonho.

11 de setembro, depois de 2011
[uma citação]

Jon Stewart - uma atitude

A 11 de setembro de 2001, Jon Stewart, de 38 anos, era o apresentador do "The Daily Show", programa que há cinco anos conquistava uma audiência fiel no Comedy Central.

Nessa manhã, estava em Nova Iorque, a viver no Lower Manhattan, e viveu os ataques tanto como nova-iorquino como figura nacional cujo trabalho era encontrar humor nas notícias. A produção do programa foi suspensa por nove dias.

Quando Stewart regressou ao ar a 20 de setembro de 2001, apresentou um monólogo de abertura diferente de tudo o que o seu público já tinha visto. Sentado à sua secretária, visivelmente exausto, falava sem piadas, sem o fleuma irónico que se tornara a sua imagem de marca. A sua voz embargou diversas vezes. Falou sobre a vista do seu apartamento, sobre o cheiro que pairava no ar no centro da cidade, sobre os socorristas que correram em direção às torres em colapso enquanto todos os outros fugiam. Terminou o monólogo dizendo que o programa iria continuar porque a alternativa era render-se ao medo, e que o trabalho de voltar a encontrar o riso não era desrespeitoso, mas sim necessário.

Aquele monólogo marcou um ponto de viragem na carreira de Stewart e na relação entre a comédia americana e a tragédia americana. Mas foi apenas o início de um compromisso com a comunidade de socorristas do 11 de Setembro que se iria aprofundar ao longo de duas décadas. Nos anos que se seguiram, Stewart construiu discretamente relações com bombeiros, polícias e trabalhadores da construção civil que tinham passado meses no Ground Zero e que agora estavam a adoecer por causa do ar tóxico que inalaram. Aprendeu os seus nomes, visitou-os em hospitais, assistiu aos seus funerais e usou a sua plataforma com parcimónia, mas estrategicamente, para chamar a atenção para a falha do governo federal em financiar adequadamente os cuidados médicos para estes homens e mulheres.

Em 2010, quando os senadores republicanos obstruíram um projeto de lei para prestar assistência médica aos socorristas do 11 de setembro, Stewart dedicou um episódio inteiro do "The Daily Show" ao assunto, entrevistando quatro socorristas que sofriam de doenças respiratórias e cancro. O segmento constrangeu os legisladores e contribuiu para a eventual aprovação do projeto de lei. Mas o programa, a Lei James Zadroga de Saúde e Compensação do 11 de Setembro, não foi prorrogado de forma permanente e, em 2019, o Fundo de Compensação às Vítimas estava a ficar sem dinheiro. Os socorristas e as suas famílias foram mais uma vez obrigados a deslocar-se a Washington para implorar ao Congresso que honrasse a promessa que a nação lhes tinha feito.










No dia 11 de junho de 2019, Stewart compareceu perante uma sala de audiências quase vazia da Subcomissão de Constituição, Direitos Civis e Liberdades Civis do Comité Judiciário da Câmara dos Representantes para depor em apoio da reposição do fundo. Sentado ao seu lado estava John Feal, um antigo trabalhador da construção civil que perdeu metade do pé no Ground Zero e se tornou um dos principais defensores dos socorristas, juntamente com uma fila de homens que sofriam de cancro e doenças pulmonares, alguns usando tubos de oxigénio. Stewart falou durante nove minutos. A sua voz estava controlada a princípio, mas a raiva foi imediata e inconfundível. Olhou diretamente para os legisladores e disse-lhes que as cadeiras vazias atrás deles eram uma vergonha, que os socorristas que viajaram para Washington doentes e moribundos mereciam ser vistos e que o Congresso tinha falhado na sua obrigação mais básica para com aqueles que sacrificaram tudo. A sua voz embargou-se quando falou das famílias que não tinham condições para enterrar os seus mortos. A dado momento, bateu com a mão na mesa

A gravação do seu testemunho espalhou-se pela internet em poucas horas, sendo vista milhões de vezes. O projeto de lei foi repristinado definitivamente no mês seguinte. Após a audiência, quando Stewart se levantou para sair, um grupo de socorristas e familiares rodearam-no, e a fotografia tirada por Guy Gruber captou Stewart a ser abraçado no meio de uma ovação, com o rosto pressionado contra o ombro de um homem que simplesmente lhe queria agradecer.




* Kz Martin, in Facebook (tradução Google)

                    rosas e espinhos
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deploramos os espinhos que há entre as rosas - mas podemos sorrir pelas rosas que há entre os espinhos.
E a verdade é que entre rosas e espinhos, a Vida coloca sempre no topo as rosas
.

Silêncios

Vai,
tanto como pelo caminho das tuas palavras,
pelos jardins dos teus silêncios.

Leva todas as palavras
que nascem de cada um dos teus silêncios
até que o repouso delas
no seguinte dos teus silêncios
faça nascer novas palavras
- e o pensamento se te firme de novo.

Vai adiante,
mais adiante e mais acima,
como se as palavras te levem
de silêncio em silêncio.

Sabe que a Vida
se ilumina, desde o primeiro dia,
nos plurais silêncios de dor
(fecunda)
e se apaga na última hora
com o singular silêncio da mágoa
(caótica).

Toma, brava e estoicamente,
a escolha dos primeiros silêncios
e sorri, complacente e sereno,
ante a resignação do último



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escrever
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A escrita é a companhia a que os solitários e os incompreendidos dão o abraço negado pelos deuses.
Dia Mundial da Poesia
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poetas
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pela caneta morre a dor, no papel renasce amor.
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amor


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O amor é doce no sentir de dar, e amargo na carência de receber. Mas é humano - e o humano é que o sentir traz sempre a carência. Só não é assim com os santos (que vivem no mundo da imaginação) e com os poetas (que vivem no mundo do sonho)
O teu nome
(esse por que te chamo ainda)
estava ali
ao meu lado - ou dentro de mim.
Apenas o nome que é apenas nosso,
foi o que acordou comigo,
como se me acordasses tu
ou te chamasse eu
enquanto relegava o despertar.
Silente (secreto, que o tivemos e o guardo),
mudo como a penumbra da minha alcova,
o teu nome preenchia-me a solidão.
Estavas colada a mim,
e ficavas... e aqui estás -
- é ainda do teu corpo este silêncio,
é o mesmo o calor em que me descansam os olhos;
resistes, comigo, a receber a manhã,
teimamos juntos no sono da noite.
És tu,
estamos os dois,
como se fosse não menos que uma noite mais,
como tantas,
como se as tivéssemos ainda,
como se o acordar desta manhã fosse, de verdade,
o despertar que há tanto tempo não temos,
senão nos amanheceres, como o de hoje,
em que o sonho te me traz...
e amaldiçoo a manhã da realidade
que te me rouba de seres, como outrora, minha. 
Sou teu,
és, pelo sonho de noites como esta,
a minha saudade inteira;
e, por ti, regresso à felicidade dos nossos dias
e, como se o teu abraço ainda aqui me aquecesse,
deixo-me ficar dentro dela
- e guardo-me, semicerrado neste descanso,
sereno ante tudo o que passou
consolado pelo que ficou para sempre.








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Primeira Dama do Mundo

Kennedy. Johnson. Truman. Eisenhower.
Estes quatro homens, que juntos moldaram a nação mais poderosa da Terra, estiveram reunidos em Hyde Park em Novembro de 1962. Não estavam ali para uma cimeira, uma cerimónia de assinatura ou qualquer coisa política. Vieram para o enterro de Eleanor Roosevelt.
Ela nunca tinha sido presidente. Ela nunca se candidatou sequer a um cargo público. Ela não comandou nenhum exército, não ocupou nenhum cargo no gabinete e não controlou nenhum orçamento federal. Por todas as medidas formais de poder, era simplesmente a viúva de um antigo presidente — uma senhora idosa de Nova Iorque que passava o tempo a escrever colunas de jornal e a participar em reuniões.
E, no entanto, ali estavam eles. Quatro presidentes, unidos em silêncio. Para perceber porquê, é preciso perceber o que Eleanor Roosevelt fez realmente com a sua vida, porque não era nada parecido com o que o mundo esperava dela.

Redefinir o Papel
Quando Franklin Roosevelt entrou na Casa Branca, em 1933, o papel da Primeira-Dama estava bem definido: participar em eventos sociais, oferecer jantares formais, sorrir ao lado do marido e manter-se afastada de conversas difíceis. Eleanor Roosevelt viu esta descrição de funções e simplesmente ignorou-a. Ela viajava constantemente, visitando minas de carvão, comunidades rurais devastadas pela Grande Depressão e bases militares durante a guerra. Ela ia a bairros que os políticos em Washington raramente consideravam, muito menos visitavam. Ela testemunhou como os americanos comuns realmente viviam e, depois, escreveu sobre isso. Todos os dias, através da sua coluna de jornal, "O Meu Dia", relatava ao público com uma franqueza totalmente nova para uma Primeira-Dama.
Ela defendeu a legislação antilinchamento, mesmo quando esta acarretava um elevado custo político. Ela apoiou publicamente os direitos civis numa altura em que o Partido Democrata estava profundamente dividido sobre o assunto. Em 1939, renunciou ao cargo nas Filhas da Revolução Americana quando estas se recusaram a permitir que a cantora de ópera negra Marian Anderson se apresentasse no seu salão. Ela ajudou então a organizar para que Anderson cantasse nos degraus do Lincoln Memorial perante uma multidão de 75.000 pessoas.
Nada disto fazia parte do trabalho original. Tudo isto se tornou o trabalho.

Um Legado Global
Os seus críticos eram barulhentos. Diziam que ela era muito política, muito franca e muito visível. Muitos na administração desejavam que ela simplesmente ficasse nos bastidores e ocupasse menos espaço. Ela não o fez.
Após a morte de Franklin Roosevelt, em 1945, Eleanor não se retirou. Foi nomeada delegada dos EUA para as recém-formadas Nações Unidas, onde presidiu ao comité responsável pela redação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Este documento tentou definir os direitos fundamentais pertencentes a todas as pessoas na Terra, independentemente da nacionalidade, raça ou condição social. Foram necessários três anos de negociações exaustivas entre culturas e ideologias. Exigiu imensa paciência, diplomacia e a capacidade de manter uma sala unida quando esta ameaçava desintegrar-se. A declaração foi adotada em 1948 e, desde então, serve de base para o direito internacional dos direitos humanos. Eleanor tinha 64 anos quando ela foi aprovada.




A Primeira-Dama do Mundo
Ela nunca deixou de trabalhar. Ao longo da década de 1950, manteve-se uma das vozes mais reconhecidas na vida pública. Os presidentes procuravam o seu conselho; umas vezes concordavam com ela e outras discordavam. Não o fizeram, mas sempre a ouviram. Harry Truman acabou por tratá-la por "Primeira-Dama do Mundo". Não era apenas um título cerimonial — era uma descrição de quem ela se tornara. Quando faleceu em Novembro de 1962, aos 78 anos, a sua influência tinha tocado quase todos os movimentos significativos da vida americana: os direitos civis, os direitos laborais e os direitos das mulheres. Ela esteve presente e persistente em todos eles, liderando não a partir de uma posição de autoridade formal, mas a partir de um lugar de completo compromisso moral.
E assim, quatro presidentes vieram a Hyde Park. Ali estava Kennedy, no auge do seu poder; Johnson, que lideraria o país no espaço de um ano; Truman, que a conhecia há décadas; e Eisenhower, que representava o partido da oposição. Eram de gerações diferentes e de mundos políticos diferentes, mas todos estavam ali, num respeito silencioso.
Há algo de profundo nesta imagem. O poder, no seu sentido mais convencional, estava ali, em reconhecimento de alguém que nunca o deteve oficialmente. Os homens que governaram o país reuniram-se para a homenagear. Uma mulher que dedicou a sua vida a exigir que aquele país atingisse um padrão mais elevado do que aquele que ele geralmente conseguia alcançar.
Eleanor Roosevelt nunca pediu autorização para ser importante. Ela simplesmente decidiu ser, e depois passou seis décadas a provar que era a escolha certa. Os quatro presidentes presentes no seu túmulo não estavam ali por obrigação. Estavam ali porque compreendiam o que ela tinha construído e porque há legados que merecem ser testemunhados pessoalmente.
"
de
Kaitlan Collins
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escolha


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A sabedoria da História ensinou-nos que aquilo que essencialmente move o mundo é o Amor e o Poder;
A inteligência de viver revelou-nos que esses dois motores raramente coexistem na mesma pessoa;
A consciência dita qual dos deles escolhemos.

 entre a utopia e o exemplo

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