Encerramento | 11.Out.2026
TERMINA AQUI o Quadratim - ou melhor, esta é a sua última mensagem.
Por 3 décadas adentro, aqui se disse bem e mal, de tudo e de nada. Umas vezes, como se fazia por outros papeis, ecrãs ou palcos; outras porque não se dizia noutros lugares o que ao Quadratim parecia importante que se dissesse.
Nos mais de 1000 textos e imagens aqui depositados estão memórias, ideias e críticas de uma cidade, de uma região, de um país e de um mundo. Em nome da parte em que eles ainda são hoje ou sejam no futuro o mesmo que foram nestes vinte e tal anos, aqui ficam guardados.
No blogue continuam as palavras e ideias da luta cívica em que o Quadratim se fez.
Nos mais de 1000 textos e imagens aqui depositados estão memórias, ideias e críticas de uma cidade, de uma região, de um país e de um mundo. Em nome da parte em que eles ainda são hoje ou sejam no futuro o mesmo que foram nestes vinte e tal anos, aqui ficam guardados.
No blogue continuam as palavras e ideias da luta cívica em que o Quadratim se fez.
O 1º Post do Quadratim:
12.Dez.2004 | Abertura
Fazem-se ao longo da vida umas interrogações. Procuram-se respostas – muitas vezes junto de quem se tem perto (da mão e/ou do coração) e quantas outras no meio dessa magnífica musicalidade que é o Silêncio. Arrumam-se e desarrumam-se as inquietações numa folha de papel, celulósico ou digital. E, feito o diálogo, quantas vezes ficamos contentes... mas tão poucas satisfeitos.
Descobrimos que é boa, essa insatisfação permanente – e melhor quando é crescente. Parece paradoxal, mas é assim que geralmente acontece.
Depois, lemos os outros – nos olhos ou nos livros. A inquietação insatisfaz-se, mas a insatisfação aquieta-se. Saudavelmente, descobrimos também.
Um dia, questionamo-nos se os nossos apontamentos devem quedar-se no autismo. E surge-nos a dúvida sobre a legítima propriedade do que pensamos e escrevemos. Quem o fabricou? A quantas dádivas o fomos beber? Em suma: quem pensou por nós aquilo a que nos limitámos a dar forma?
Torna-se mister, então, devolver ao Mundo o que o Mundo nos emprestou – dar à Vida o que a Vida nos oferece.
Descobrimos que é boa, essa insatisfação permanente – e melhor quando é crescente. Parece paradoxal, mas é assim que geralmente acontece.
Depois, lemos os outros – nos olhos ou nos livros. A inquietação insatisfaz-se, mas a insatisfação aquieta-se. Saudavelmente, descobrimos também.
Um dia, questionamo-nos se os nossos apontamentos devem quedar-se no autismo. E surge-nos a dúvida sobre a legítima propriedade do que pensamos e escrevemos. Quem o fabricou? A quantas dádivas o fomos beber? Em suma: quem pensou por nós aquilo a que nos limitámos a dar forma?
Torna-se mister, então, devolver ao Mundo o que o Mundo nos emprestou – dar à Vida o que a Vida nos oferece.
O que escrevemos mereceria, por certo, permanecer no silêncio. Mas não o merecem aqueles que nos ensinaram – seria usurpação. Nem o íntimo do nosso pensamento – seria ingratidão.
Aqui vai, por isso e a partir de hoje, o gotejar desta partilha que a torrente da convivência cedeu ao meu verbo – por depósito.
Caricatura ou máscara – que nunca retrato – as ideias recebidas dos outros passarão a palavras aqui restituídas. E as interrogações serão divididas, para que as inquietações se multipliquem.
Einstein disse: "Learn from yesterday, live for today, hope for tomorrow. The important thing is not to stop questioning."
Haja quadratim – letra vazia para a palavra completa.
Adiante a inquietação.
Aqui vai, por isso e a partir de hoje, o gotejar desta partilha que a torrente da convivência cedeu ao meu verbo – por depósito.
Caricatura ou máscara – que nunca retrato – as ideias recebidas dos outros passarão a palavras aqui restituídas. E as interrogações serão divididas, para que as inquietações se multipliquem.
Einstein disse: "Learn from yesterday, live for today, hope for tomorrow. The important thing is not to stop questioning."
Haja quadratim – letra vazia para a palavra completa.
Adiante a inquietação.