O conservador exalta a História, aprende com ela e deseja com ela enriquecer o futuro. O reaccionário recusa-se a aceitá-la, rejeitando o fluir do aperfeiçoamento civilizacional que é cerne e essência da História, fixando-se cegamente no presente e opondo-se a que se retire do passado o que de sólido e perene possa enriquecer o futuro.
O conservador cultiva a admiração; o reaccionário obstina-se no desprezo.
O conservador é ativo, por amor; o reaccionário é imobilista, por ódio.
um momento é o que temos,
o que teremos neste instante;
ou tivemos ainda agora
e para sempre
(pois em cada momento não é, ele próprio, tudo o que temos?).
momento único, irrepetível, este;
como todos os momentos, afinal.
aqui estás tu, neste momento,
é esta a minha hora
– parece estranho como, sendo cada hora e todas as horas um momento (apenas um), se tem repetido e se repete e sempre se repetirá esta hora –
e neste momento ela é também a tua hora.
momento tão singular, sendo tão universal,
porque é hora de todos, a mesma e igual para todos,
diferente para cada um,
tão semelhante e diversa para os outros,
tão una e única para nós.
.
uma hora que já foi, sem volta, mas que havemos de viver outra vez
– num qualquer outro momento;
único, como aquele que já foi
e tão singular como todos os dias em que ocorre,
infalivelmente, à mesma hora.
para os poetas e os amantes e os demais sonhadores, este momento
(que é um momento de todas as horas sem hora nenhuma)
é o amanhã vivido ontem
ou será o ontem esperado amanhã.
neste momento teu, instante para mim,
eclode
a nossa hora,
e é hora sem numeração, momento sem horas...
será, vai ser já já, é
Meia Noite
em ponto.
já foi.
o dia novo já continua o mesmo dia que passou. a vida não para.
ou parou, por este momento?
Precisávamos conversar. E aqui estamos a fazê-lo;
tantos que dei e recebi, tantos que quis dar e não cheguei a receber, tantos que tive de suster e guardei, tantos que ofereci e esperei.
esperei hoje pelo nosso abraço, esperei-nos no abraço que náo me deste - e procurei o que tem de tão único o abraço que tenho de ti, o único abraço que nos demos, na única vez que me esperaste e te encontrei.
procurei, aqui e ali e por todo o lado, todos os abraços. vi todas as cores que pode ter um abraço, e em todos os abraços que vi encontrei todas as cores que teve o nosso abraço. todos os que vi poderiam ser abraços nossos, que em todos eles nos vi.
mas não vi em nenhum deles, nem na soma de todos eles juntos, uma sombra sequer do que foi o abraço que te dei.
este dia é, afinal, como todos os dias. só o teu abraço, mesmo negado, é único. como tu.
O conservador exalta a História, aprende com ela e deseja com ela enriquecer o futuro. O reacionário recusa-se a aceitá-la, rejeitando o fluir do aperfeiçoamento civilizacional que é cerne e essência da História, fixando-se cegamente no presente e opondo-se a que se retire do passado o que de sólido e perene possa enriquecer o futuro.
O conservador cultiva a admiração; o reacionário obstina-se no desprezo.
O conservador é ativo, por amor; o reacionário é imobilista, por ódio.
Trump vs Irão: loucos e malvados
A III Guerra Mundial estava prestes a
estalar, pelas duas maiores potências do Médio Oriente:
Israel produz energia atómica e já
dispõe de armas nucleares, não subscreveu nem aceita controlo da produção de
energia atómica.
O Irão produz energia atómica sob
controlo internacional e não tem armas nucleares.
Trump decidiu ajudar Israel a fazer a
guerra e mandou o exército dos EUA atacar o Irão,
com o argumento de que fazia a guerra
para evitar a produção de armas nucleares…
Para fazer a guerra, Trump
interrompeu unilateralmente as negociações que os EUA tinham em curso com o
Irão, não pediu autorização ao Congresso americano, e considerou que os
serviços de segurança americanos estavam errados quando relataram que os iranianos
não estavam a produzir armas nucleares nem em condições de as produzir.
Anunciou que decretara a guerra e ordenando a agressão com base no seu
“instinto”.
Trump mandou iniciar a guerra. Não teve o consentimento do Congresso – mas entende que ele não carece de autorizações de ninguém, nem deve respeito a leis.
Depois de devastar o Irão, utilizando
a bomba mais poderosa e letal de que os EUA (e nenhum outro país) detêm, Trump decretou,
por mensagem pessoal nas redes sociais, o “cessar fogo” entre Israel e o Irão –
que continuaram a bombardear.
Trump declara que é “um homem de
Paz”, justificando que foi pelo seu “instinto” que rasgou a seu belo prazer o
Acordo de Paz que os EUA tinham há 10 anos em vigor com o Irão e estava a ser
controlado por técnicos e diplomatas americanos. Acha-se, por isso, merecedor
do Prémio Nobel da Paz...
24.junho.2025
Israel e o Irão aceitam o “cessar
fogo”. E continuam a bombardear-se.
O Pentágono revela que a devastação
das bombas de Trump não destruiu as instalações nucleares do Irão. Trump acha
que o seu “instinto” conta mais do que os avisos dos seus Serviços de Segurança
e a investigação do Pentágono.
Trump vai à cimeira da NATO exigir
que os seus aliados (ex-aliados!) europeus paguem mais pela permanência na
Aliança e… tratem de se defender sozinhos da invasão de Putin, atual maior
amigo e guru de Trump. O amanuense da NATO envia mensagem pessoal bajulando o
ditador por ter posto a Europa a “pagar à grande” para defender (sozinha) a
Paz. Trump vangloria-se, divulgando a mensagem nas redes sociais.
A União Europeia, galinha sem
cabeça cuja direção a eurodeputada Marta Temido acaba de denunciar como
antro de interesses privados de elites oportunistas, faz uma envergonhada vénia
a Trump e assevera que continuará a feira de vãs promessas de apoio à Ucrânia
invadida e à defesa da Democracia.
A UE, ímpar e luminoso projeto
político e social que ainda há uma geração se afirmava no Mundo como
continuador do papel de farol da Cultura Humanística e da Civilização moderna,
chegou aqui. Sem grandes sinais de quem lhe sustenha o declínio.
A guerra de invasão russa continua –
e agora com mais massivo terrorismo sobre as cidades e a população civil. E
Trump continua “empenhado” em que a Europa aceite a Paz… entregando-se a Putin.
13.jun.2015
Fernando Paulouro Neves ......--------------------------------.............in Notícias do Bloqueio
Regresso às origens
A fantasia surge do nada e desvanece-se num ápice - dura minutos, quiçá meses e foge por saturação.

