O mais estranho
daquilo que, na doença do futebol do nosso tempo, a mais corrupta e imoral indústria utiliza as neuroses sociais para acrescentar violência e ódio à miséria humana - é verificarmos que uma semana depois do degradante espectáculo de animalidade televisionado em Guimarães e no Marquês de Pombal, os dirigentes clubistas, os adeptos e a polícia ainda continuam a apontar culpas ao outro lado da barricada. Como se alguma das partes pudesse salvar-se da vergonhosa sub-humanidade que foi aquilo tudo.