Ao champagne do fim-de-tarde,
quando Passos Coelho afirmou aos portugueses que a goleada da Alemanha foi um bom resultado para Portugal, não estava sozinho.
O champagne foi em Belém, onde o primeiro-ministro tecnoformado levou a trupe para em coro darem prova de que finalmente houvera onze portugueses (dez, já que o brasileiro não conta porque foi para o duche intempestivamente) dez portugueses que ouviram o apelo ao consenso.
De facto, Marques Guedes garantia, ao telemóvel que a chefe estava contente. A leal Coelha asseverou que tinha feito ouvir ao amigo Blatter a sua esganiçada para que fizesse ver ao sérvio que a Arena de Salvador da Baía não era o Palácio Ratton. Maria Luís garantiu que a Alemanha goleou foi a Grécia por 5-0, bem melhor para nós do que os 5-4 que a Espanha enfardou da Holanda. No final da fila do séquito, Nuno Melo procurava nas actas do seu estudo pelas culpas da passividade da inspecção do Banco de Portugal e Montenegro não teve oportunidade de gritar que os jogadores estavam de gatas mas a Selecção foi melhor que nunca, porque Seguro (rumo ao compromisso) já pedia licença para afirmar a estrondosa vitória da táctica da abstenção violenta diante dos alemães, quando Rangel entrou esbaforido: "Foi a herança do Sócrates!".
De facto, Marques Guedes garantia, ao telemóvel que a chefe estava contente. A leal Coelha asseverou que tinha feito ouvir ao amigo Blatter a sua esganiçada para que fizesse ver ao sérvio que a Arena de Salvador da Baía não era o Palácio Ratton. Maria Luís garantiu que a Alemanha goleou foi a Grécia por 5-0, bem melhor para nós do que os 5-4 que a Espanha enfardou da Holanda. No final da fila do séquito, Nuno Melo procurava nas actas do seu estudo pelas culpas da passividade da inspecção do Banco de Portugal e Montenegro não teve oportunidade de gritar que os jogadores estavam de gatas mas a Selecção foi melhor que nunca, porque Seguro (rumo ao compromisso) já pedia licença para afirmar a estrondosa vitória da táctica da abstenção violenta diante dos alemães, quando Rangel entrou esbaforido: "Foi a herança do Sócrates!".
Despediram-se com a irrevogável promessa da bicha passeante: "o Paulo Bento está prestes a passar a cristo da opinião pública e, se Deus quiser (a Cavaca pediu uma ajudinha à Senhora de Fátima) no próximo jogo o FMI também não ficará descontente.".
E todos brindaram num tchin-tchin
