Faz hoje anos que morreu uma grande senhora. Era afinal pouco mais que uma menina. Ou talvez nunca tenha podido ser menina…No dia 17.Jul.1959 um médico de Nova Iorque confirmou o óbito de uma mulher cujo verdadeiro nome era Eleanor Fagan Gough. Os fãs tratavam-na por Lady Day. Mas foi ainda outro o nome por que ficou conhecida aquela que muitos consideram a maior de todas as cantoras de jazz.
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Billie Holiday era, aos 14 anos, prostituta. Admiram-se? Pois não foi isso o pior que lhe aconteceu. Logo quando nasceu, ficou sem o pai. Ele, então com a bonita idade de 15 anos, tocava guitarra e banjo e um dia foi-se embora, atrás de uma banda de jazz. A bebé Billie e sua mãe, com a não menos airosa idade de 13 anos, ficaram entregues a si próprias.
Assim começou a vida de Billie Holiday.
Mas, para uma menina negra, pobre e americana, sempre poderia vir pior. E veio: aos 10 anos, Billie foi violentada por um vizinho e acolhida – ela, não ele – numa casa de correcção de menores. Aos 12 anos saíu e foi lavar escadas para sobreviver. Só aos 14 caíu na prostituição.
Um dia, Billie e a mãe receberam ordem de despejo. A miúda foi a um bar e ofereceu-se para dançar. Um desastre. O pianista do bar teve pena e perguntou-lhe se sabia cantar. No final da noite Billie Holiday assinava o seu 1º contrato de trabalho, como cantora. Tinha 15 anos.
Depois, começou a viver. Viveu, verdadeiramente, uma década. Mas quando, aos 25 anos, a adormeceram o álcool, as drogas e, sobretudo, a força da marca que sem culpa adquiriu à nascença, tinha chegado à celebridade. Gravou mais de 50 canções com Lester Young, cantou com Louis Armstrong, apresentou-se com as orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson, Count Basie e Artie Shaw.
Mais do que tudo isso, Billie Holiday deixou em inúmeros discos, que não param de ser reeditados, a inimitável voz etérea, levemente rouca, de profunda emocionalidade. Como no título da autobiografia, que publicou pouco antes de morrer: Lady Sings the Blues.
Billie Holiday era, aos 14 anos, prostituta. Admiram-se? Pois não foi isso o pior que lhe aconteceu. Logo quando nasceu, ficou sem o pai. Ele, então com a bonita idade de 15 anos, tocava guitarra e banjo e um dia foi-se embora, atrás de uma banda de jazz. A bebé Billie e sua mãe, com a não menos airosa idade de 13 anos, ficaram entregues a si próprias.
Assim começou a vida de Billie Holiday.
Mas, para uma menina negra, pobre e americana, sempre poderia vir pior. E veio: aos 10 anos, Billie foi violentada por um vizinho e acolhida – ela, não ele – numa casa de correcção de menores. Aos 12 anos saíu e foi lavar escadas para sobreviver. Só aos 14 caíu na prostituição.
Um dia, Billie e a mãe receberam ordem de despejo. A miúda foi a um bar e ofereceu-se para dançar. Um desastre. O pianista do bar teve pena e perguntou-lhe se sabia cantar. No final da noite Billie Holiday assinava o seu 1º contrato de trabalho, como cantora. Tinha 15 anos.
Depois, começou a viver. Viveu, verdadeiramente, uma década. Mas quando, aos 25 anos, a adormeceram o álcool, as drogas e, sobretudo, a força da marca que sem culpa adquiriu à nascença, tinha chegado à celebridade. Gravou mais de 50 canções com Lester Young, cantou com Louis Armstrong, apresentou-se com as orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson, Count Basie e Artie Shaw.
Mais do que tudo isso, Billie Holiday deixou em inúmeros discos, que não param de ser reeditados, a inimitável voz etérea, levemente rouca, de profunda emocionalidade. Como no título da autobiografia, que publicou pouco antes de morrer: Lady Sings the Blues.
* Homenagem do dia no Pretérito Mais-Que-Perfeito
.. (canção do programa: Let's Call the Whole Thing Off)