quis fazer da vida uma viagem a todos os lugares - levando ouvidos e trazendo voz

Zethoven - mais um
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Dedicado aos instrumentos de percussão
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Duzentas crianças dão voz ao quinto CD da série Zéthoven
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É desde pequenino que se incute e ganha o gosto pela música. Conscientes desse facto a Associação Cultural da Beira Interior e a Câmara de Pinhel uniram-se a 200 crianças para gravarem o novo CD do Zéthoven.
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SÁBADO. Faltam cerca de quinze minutos para as duas horas e está um sol abrasador. Mesmo assim no átrio descampado da Escola Primária de Pinhel encontram-se dezenas de crianças que não mostram qualquer receio em relação aos efeitos solares. Aproveitam, isso sim, para porem as brincadeiras em dia. Por seu turno, as respectivas mães trocam opiniões. Falam do quotidiano e dos aspectos positivos da formação musical que tem sido dada aos seus filhos através das aulas de música que, há três anos, são asseguradas pela Câmara Municipal de Pinhel, em parceria com oa Associação Cultural da Beira Interior (ACBI), em todo o conce-lho. É exactamente devido a essa aposta que aquele grupo se encontrou nesta tarde de sábado: as crianças vão participar na gravação do quinto CD do Zéthoven, uma iniciativa da ACBI que desta vez conta com o apoio da Câmara Municipal de Pinhel.
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E, naquela tarde, a estas crianças juntaram-se mais umas largas dezenas de crianças do concelho de Proença-a-Nova e outras da Associação Cultural da Beira Interior. Resultado: por ali passaram cerca de 200 crianças com idades compreendidas entre os seis e os 11 anos e que gravaram o CD do Zéthoven que é dedicado aos instrumentos de percussão. Quando ele for lançado poderemos encontrar 10 peças (como a ‘Saia da Carolina’ ou as ‘Pombinhas da Catrina’) onde os sons dos Xilofones, dos Metalofones, das Congas ou das Caixas Chinesas se misturam com a voz destas crianças.
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“Este CD usa instrumentos que são ensinados nas escolas, ou seja, permite que depois se toque na escola e se execute a partitura”, explicou o maestro Luís Cipriano, autor do projecto e responsável por organizar e harmonizar as vozes dos miúdos. Tarefa que o maestro leva a cabo sem grandes problemas. “Meus amigos, isto é muito simples. Só não podem tirar os olhos de mim. Quero-os todos a olhar para mim, mesmo os que me acham feio”, alerta a cada entrada de novos elementos.
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Catarina Canotlho, JF de 27.Abr.2007