quis fazer da vida uma viagem a todos os lugares - levando ouvidos e trazendo voz

liberdade de opinião (apontamentos)


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"Temos nós obrigação de respeitar a Câmara, quando ela se não respeita? Pois ela vive nas assuadas indecorosas – e há-de exigir que nos curvemos como se ela vivesse nas ideias elevadas? Pois aquela senhora, que ali mora defronte, poderá estranhar que eu a repila bruscamente, em lugar de a saudar delicadamente – se em vez de passar na discreta compostura do pudor, ela me vier fazer esgares com a cuia à banda?"
“...praguejem, e assobiem e escarrem! E viva a troça !”
[Eça, Uma Campanha Alegre, E.A., pág, 121]


“Quem assim age sujeita-se a que lhe desenastrem a coroa, a que lhe rasguem a toga, a que o dispam, o cuspam e o obriguem a reaver o seu lugar entre os apupos da plebe, a qual assim lhe bradará indignada de cada ponto do anfiteatro: - Fora o compadre! fora o agiota! fora o truão!”
[Ramalho Ortigão (contra Castilho), Farpas, Publicações Europa-América, pp. 21]


"Levareis algumas contas de credores, alguns frascos de perfumaria, uma garrafa de xarope Lefecteur, uma caixa de Revalenta Arábica, menos dinheiro, menos cabelo, menos sangue, mais corrupção, mais esterilidade de ideias, mais rebaixamento moral e, envolvendo tudo isso, uma tristeza oca, uma vaga saudade imbecil, um tédio nojento"
[Ramalho Ortigão (contra Castilho), Farpas, Publicações Europa-América, pp. 145]


“Nasceu uma coisa no cérebro ao nosso ilustre amigo Sr. Melício. Desejamos o pronto alívio de S.Exª”
[Ramalho O., Farpas, pág. 149]


“ O presidente do IPPAR ( Inst. Port. Patrim. Arquitectónico e Arqueológico) anda eufórico: as obras na Fortaleza de Sagres vai finalmente ser declaradas prontas nos próximos dias ...
É uma grande vitória do IPPAR e do lobby dos arquitectos...
Os portugueses foram roubados ... mas em contrapartida o IPPAR ganha mais uns tantos tachos e verbas para gastar em proveito próprio”
[Editorial da revista Grande Reportagem – Julho 1997]


“ Este sistema de gestão local é apenas uma forma de democracia corrompida, na sua essência. Quando falo de corrupção, não me refiro apenas aos que metem dinheiro ao bolso.
[Editorial da revista Grande Reportagem – Julho 1998]


“ O Dr. Alberto João Jardim... detesta que lhe lembrem o número de funcionários públicos que ele contratou, os subsídios que distribui por critérios políticos, os órgãos de informação e os clubes de futebol que obriga aos contribuintes a financiar, o montante da dívida regional acumulada e jamais paga, o número demencial de deputados regionais e o seu custo escandaloso...”
[Editorial da revista Grande Reportagem – Julho 1996]