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Vallegrande
No corpo já sem armas que aqui jaz
Despojo de alma e sangue atormentados
Selado o grito e os sonhos calmados
Assombra-se inquieta a eterna paz
Foi fome de honra e sede de pão
O que esta alma inane alimentou
E soberba a cobardia que emboscou
Com tal raiva tão manso coração
Fresco alvor que em tão negra vida ardeu!
Desta matéria que fria fenece
Que halo doce e quente remanesce!
Oh! Certeza que dói mas enternece
De que se a Vida outra vida lhe desse
Havia de o achar no que o perdeu!