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Trump vs Irão: loucos e malvados

23.junho.2025

A III Guerra Mundial estava prestes a estalar, pelas duas maiores potências do Médio Oriente:

Israel produz energia atómica e já dispõe de armas nucleares, não subscreveu nem aceita controlo da produção de energia atómica.
O Irão produz energia atómica sob controlo internacional e não tem armas nucleares.

Trump decidiu ajudar Israel a fazer a guerra e mandou o exército dos EUA atacar o Irão,
com o argumento de que fazia a guerra para evitar a produção de armas nucleares…

Para fazer a guerra, Trump interrompeu unilateralmente as negociações que os EUA tinham em curso com o Irão, não pediu autorização ao Congresso americano, e considerou que os serviços de segurança americanos estavam errados quando relataram que os iranianos não estavam a produzir armas nucleares nem em condições de as produzir. Anunciou que decretara a guerra e ordenando a agressão com base no seu “instinto”.

Trump mandou iniciar a guerra. Não teve o consentimento do Congresso – mas entende que ele não carece de autorizações de ninguém, nem deve respeito a leis.

Depois de devastar o Irão, utilizando a bomba mais poderosa e letal de que os EUA (e nenhum outro país) detêm, Trump decretou, por mensagem pessoal nas redes sociais, o “cessar fogo” entre Israel e o Irão – que continuaram a bombardear.

Trump declara que é “um homem de Paz”, justificando que foi pelo seu “instinto” que rasgou a seu belo prazer o Acordo de Paz que os EUA tinham há 10 anos em vigor com o Irão e estava a ser controlado por técnicos e diplomatas americanos. Acha-se, por isso, merecedor do Prémio Nobel da Paz...


24.junho.2025

Israel e o Irão aceitam o “cessar fogo”. E continuam a bombardear-se.

O Pentágono revela que a devastação das bombas de Trump não destruiu as instalações nucleares do Irão. Trump acha que o seu “instinto” conta mais do que os avisos dos seus Serviços de Segurança e a investigação do Pentágono.

Trump vai à cimeira da NATO exigir que os seus aliados (ex-aliados!) europeus paguem mais pela permanência na Aliança e… tratem de se defender sozinhos da invasão de Putin, atual maior amigo e guru de Trump. O amanuense da NATO envia mensagem pessoal bajulando o ditador por ter posto a Europa a “pagar à grande” para defender (sozinha) a Paz. Trump vangloria-se, divulgando a mensagem nas redes sociais.

A União Europeia, galinha sem cabeça cuja direção a eurodeputada Marta Temido acaba de denunciar como antro de interesses privados de elites oportunistas, faz uma envergonhada vénia a Trump e assevera que continuará a feira de vãs promessas de apoio à Ucrânia invadida e à defesa da Democracia.

A UE, ímpar e luminoso projeto político e social que ainda há uma geração se afirmava no Mundo como continuador do papel de farol da Cultura Humanística e da Civilização moderna, chegou aqui. Sem grandes sinais de quem lhe sustenha o declínio.

A guerra de invasão russa continua – e agora com mais massivo terrorismo sobre as cidades e a população civil. E Trump continua “empenhado” em que a Europa aceite a Paz… entregando-se a Putin.