Trump vs Irão: loucos e malvados
A III Guerra Mundial estava prestes a
estalar, pelas duas maiores potências do Médio Oriente:
Israel produz energia atómica e já
dispõe de armas nucleares, não subscreveu nem aceita controlo da produção de
energia atómica.
O Irão produz energia atómica sob
controlo internacional e não tem armas nucleares.
Trump decidiu ajudar Israel a fazer a
guerra e mandou o exército dos EUA atacar o Irão,
com o argumento de que fazia a guerra
para evitar a produção de armas nucleares…
Para fazer a guerra, Trump
interrompeu unilateralmente as negociações que os EUA tinham em curso com o
Irão, não pediu autorização ao Congresso americano, e considerou que os
serviços de segurança americanos estavam errados quando relataram que os iranianos
não estavam a produzir armas nucleares nem em condições de as produzir.
Anunciou que decretara a guerra e ordenando a agressão com base no seu
“instinto”.
Trump mandou iniciar a guerra. Não teve o consentimento do Congresso – mas entende que ele não carece de autorizações de ninguém, nem deve respeito a leis.
Depois de devastar o Irão, utilizando
a bomba mais poderosa e letal de que os EUA (e nenhum outro país) detêm, Trump decretou,
por mensagem pessoal nas redes sociais, o “cessar fogo” entre Israel e o Irão –
que continuaram a bombardear.
Trump declara que é “um homem de
Paz”, justificando que foi pelo seu “instinto” que rasgou a seu belo prazer o
Acordo de Paz que os EUA tinham há 10 anos em vigor com o Irão e estava a ser
controlado por técnicos e diplomatas americanos. Acha-se, por isso, merecedor
do Prémio Nobel da Paz...
24.junho.2025
Israel e o Irão aceitam o “cessar
fogo”. E continuam a bombardear-se.
O Pentágono revela que a devastação
das bombas de Trump não destruiu as instalações nucleares do Irão. Trump acha
que o seu “instinto” conta mais do que os avisos dos seus Serviços de Segurança
e a investigação do Pentágono.
Trump vai à cimeira da NATO exigir
que os seus aliados (ex-aliados!) europeus paguem mais pela permanência na
Aliança e… tratem de se defender sozinhos da invasão de Putin, atual maior
amigo e guru de Trump. O amanuense da NATO envia mensagem pessoal bajulando o
ditador por ter posto a Europa a “pagar à grande” para defender (sozinha) a
Paz. Trump vangloria-se, divulgando a mensagem nas redes sociais.
A União Europeia, galinha sem
cabeça cuja direção a eurodeputada Marta Temido acaba de denunciar como
antro de interesses privados de elites oportunistas, faz uma envergonhada vénia
a Trump e assevera que continuará a feira de vãs promessas de apoio à Ucrânia
invadida e à defesa da Democracia.
A UE, ímpar e luminoso projeto
político e social que ainda há uma geração se afirmava no Mundo como
continuador do papel de farol da Cultura Humanística e da Civilização moderna,
chegou aqui. Sem grandes sinais de quem lhe sustenha o declínio.
A guerra de invasão russa continua –
e agora com mais massivo terrorismo sobre as cidades e a população civil. E
Trump continua “empenhado” em que a Europa aceite a Paz… entregando-se a Putin.