quis fazer da vida uma viagem a todos os lugares - levando ouvidos e trazendo voz

24.mai.2021

Ontem fiz uma escapadinha. E bem precisava de arejar este espírito, sufocado de tanta dedução a 23 por cento.

Não foi, nem era para ser ad eternum. Mas foi de tempo bom. Tempo do bom. Música, boa companhia e um saltinho a uma terra simpática. Onde já fui feliz.

Dei um passeio de sábado aonde o meu pai gostava de ir passear ao domingo. Fui com prazer aonde já outras vezes tinha ido com prazer. Reencontrar amigos que gosto de reencontrar. Estive na terrinha de amigos. Talvez os tenha visto todos.

Estive na terrinha de um amigo a quem não vi, com quem não tomei um café, a quem não disse que ia para os lados dele (ele que tanto gosta de vir para os meus lados…). Podia dizer que não o vi porque não me apeteceu aturá-lo, que ia com “mais que fazer”, que eram outras companhias que me apeteciam, que eram outros ares que precisava. Mas a verdade é que, simplesmente, me esqueci de que ia passar à porta dele. Em boa verdade, ignorei que ele existia. Se é que existe…

Foi uma tarde boa. Uma escapadinha boa para quem precisava arejar.

Só no regresso a casa, no meio do céu de Maio a meio do caminho para a minha cidade, uma estrela, teimosa, cinzenta, mortiça, insistiu em me dizer que aquele meu amigo (ele é meu amigo) não me perdoa por nem um olá lhe ter dito. À porta dele. Num dia de Sol.