Nasceu em Lisboa, alistou-se como voluntário no Exército
Português com apenas 14 anos e, mais tarde, frequentou o Real Colégio Militar. Transferiu-se
para a Marinha, frequentou a Escola Naval e concluiu o curso como o primeiro da
turma.
No final da sua formação naval, a 19 de maio de 1891, com 18
anos, foi promovido de cadete a guarda-marinha, iniciando a sua carreira naval
na fragata Dom Fernando II e Glória, antes de ser transferido para a canhoneira
Diu, então comandada pelo capitão-tenente Manuel de Azevedo Gomes e ao serviço
das forças navais portuguesas no Extremo Oriente.
Em 1893, ainda se encontrava a bordo do Diu, mas agora com a
patente de segundo-tenente, quando eclodiram os conflitos em Timor Português.
Estacionado em Macau, o navio foi enviado a toda a velocidade para Timor, onde
se juntou ao bombardeamento de Maubara a 21 de Junho desse ano. Pela sua
conduta neste posto, foi condecorado com a Ordem da Torre e Espada a 3 de
novembro de 1893.
Nomeado capitão do porto de Moçambique, em 1897 foi promovido
a primeiro-tenente e recebeu o comando da Esquadra de Gaza da Divisão Naval
Portuguesa do Oceano Índico. Durante este período, foi também nomeado
governador do Distrito de Manica e Sofala, em Moçambique. Enquanto esteve no
Oceano Índico, serviu também a bordo da canhoneira Faro, das lanchas Capelo e
Serpa Pinto, do navio de transporte Índia e do couraçado Vasco da Gama.
Quando regressou a Lisboa, foi nomeado ajudante do Ministério
da Marinha a 1 de julho de 1907. Tornou-se então instrutor de torpedos e, em
1910, foi enviado para Livorno, no nordeste de Itália, para participar nos
testes de mar do submarino português Espadarte.
Foi também nomeado governador de Macau em 1922 pelo
presidente António Maria da Silva, cargo que ocupou até ao ano seguinte. Este
período foi particularmente difícil para o governo imperial português devido à
forte influência bolchevique sentida no sul da China, o que levou a alguns
ataques armados.
Foi promovido a capitão de fragata em 1923 e colocado à frente dos torpedeiros Mineiro e Fulminante, dos contratorpedeiros Tejo e Tâmega e do cruzador Vasco da Gama.
Em 1926, foi nomeado representante das colónias do Extremo Oriente no Conselho do Comércio Externo de Portugal, exercendo as funções de Diretor dos Armazéns Navais e de Chefe do Estado-Maior da Armada.
Apoiando o golpe de Estado de 28 de Maio de 1926, foi persuadido a integrar o gabinete a 8 de Julho de 1929 como Ministro da Marinha, cargo que ocupou até 21 de Janeiro de 1930. Durante o seu mandato, recebeu o Almirante Schultz a 6 de Outubro e acompanhou o Presidente português, General Óscar Carmona, na sua visita oficial a Espanha a 17 de Outubro – pela segunda vez, foi também Ministro dos Negócios Estrangeiros durante dez dias após a morte do último ocupante do cargo, Jaime da Fonseca Monteiro.
O seu cargo de Ministro da Marinha foi renovado quando Domingos Oliveira substituiu Artur Ivens Ferraz como chefe de gabinete, ocupando-o até 5 de julho de 1932 e substituindo também Fernando Branco como ministro dos Negócios Estrangeiros interino. Ainda sob o governo de Ferraz, tinha começado a planear uma reestruturação e reequipamento da Marinha Portuguesa, que ficou conhecida como Programa Naval Português e entrou em vigor a partir de 1931. Foi o maior e mais bem planeado rearmamento naval do país no século XX e deixou uma marca decisiva na frota até cerca de 1975.
Em 1930(1), foi
promovido a contra-almirante.
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(1)
Datas para que não são indicadas
fontes