A data e o dia
Sem 24 de abril, os heróis de ontem não seriam os heróis dos heróis de hoje – nem dos possessivos, exclusivistas e anti-ontem que são os arvorados heróis do amanhã.
Sem 24 de abril, os anti-amanhã de sempre nada teriam para a mórbida saudade que hoje têm.
Na era de 24 eu tive heróis – outros para além dos de hoje, outros a somar ao lado dos de hoje. Tive, à minha maneira, saudades de futuro – e hoje também tenho saudades agarradas à História.
A maior saudade é, a par da que me mata das pessoas que a morte e a Vida entretanto de mim perderam, a dos primórdios da minha paixão maior, a Música. A música em que hoje vivo chega-me para tudo, menos para matar a saudade da música em que me fiz gente – e é verdade que, de algum modo ou em alguma parte, essa me ficou para trás com o mais famigerado dia 24.
Neste abril fui ao reencontro dela. O primeiro contacto da nova era foi (como havia de não ser?) tão entorpecido quanto instintivo, tão acanhado quanto entusiástico. Feliz.
Sem 24 de abril, os heróis de ontem não seriam os heróis dos heróis de hoje – nem dos possessivos, exclusivistas e anti-ontem que são os arvorados heróis do amanhã.
Sem 24 de abril, os anti-amanhã de sempre nada teriam para a mórbida saudade que hoje têm.
Na era de 24 eu tive heróis – outros para além dos de hoje, outros a somar ao lado dos de hoje. Tive, à minha maneira, saudades de futuro – e hoje também tenho saudades agarradas à História.
A maior saudade é, a par da que me mata das pessoas que a morte e a Vida entretanto de mim perderam, a dos primórdios da minha paixão maior, a Música. A música em que hoje vivo chega-me para tudo, menos para matar a saudade da música em que me fiz gente – e é verdade que, de algum modo ou em alguma parte, essa me ficou para trás com o mais famigerado dia 24.
Neste abril fui ao reencontro dela. O primeiro contacto da nova era foi (como havia de não ser?) tão entorpecido quanto instintivo, tão acanhado quanto entusiástico. Feliz.
