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TAMBÉM A IMPRENSA INGLESA
se sobressaltou com a tresloucada cruzada fascista que Cavaco enfiou na comunicação da escolha (aliás normal) de Passos Coelho para Primeiro-Ministro.
O Telegraph, num artigo do conceituado analista de política internacional Ambrose Evans-Pritchard, foi ontem directo e sem papas na língua, apesar da fleumática objectividade típica nos britânicos: Destacando que "Cavaco Silva usou o seu cargo para impor a Portugal a sua reaccionária agenda ideológica" e lembrando que "um patético tratado" com a troika obriga Portugal a austeridade durante 20 anos, o jornal inglês publica esta fundamentada e detalhada análise do actual momento português e do golpista abuso de Cavaco num artigo que começa por dizer que "Portugal entrou em perigosas águas políticas" e termina concluindo que "Bruxelas criou realmente um monstro".
E aqui temos a imagem de Portugal que ao mundo é dada pelo titular de um cargo que tem como essencial função representar a Pátria. Chega a dar a impressão de que o País foi bombardeado de um sinistro gás de loucura no dia em que, pelo voto, colocou em Belém um tipo que trata os portugueses como atrasados mentais, com a desfaçatez de que só um atrasado mental é capaz.


E também na América:
"O Presidente de Portugal, Cavaco Silva, acaba de subverter o resultado de uma eleição democrática que levaria ao poder uma coligação de partidos de Esquerda empenhados em terminar a austeridade e restaurar a economia portuguesa através do crescimento do consumo, pretextando que Portugal não pode ter um governo 'anti-europeu"
* Frances Coppola, na revista Forbes