Em dia
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Nós esquecemos demasiadas vezes que a Alemanha precisa tanto da UE como nós e, sendo assim, ela não pode tirar os proveitos que tem tido com a crise. Nós devíamos ter escolhido outro caminho que não a abdicação perante o tipo de austeridade seguido desde 2011 (a UE aceitaria alternativas). E devíamos querer, e impor, uma Europa entre iguais, de soberania partilhada pelos europeus, considerando que todos têm os seus defeitos e virtudes. Por exemplo, porque temos, só nós, de pagar juros com língua de palmo por causa do nosso défice financeiro (defeito que, de facto, a Alemanha não tem) e iremos pagar (ai, vamos, vamos...), todos, a UE coletivamente, o desastre político, social e cultural que é a não integração dos muçulmanos na Bélgica e na Alemanha (problema que por cá é irrelevante)? A UE, se é de soberania ilimitada, deveria tratar os seus problemas solidariamente.
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Ferreira Fernandes, DN, hoje