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Crise na Europa: a pior solução

Crise na Europa: a pior solução
[Álvaro Santos Pereira, conferência 'Portugal em Exame')

DN, 31.Out.2013

"É fundamental que nenhum país renegoceie a sua dívida isoladamente, porque teria consequências draconianas", acredita Álvaro Santos Pereira. Durante a sua intervenção na conferência "Portugal em Exame", hoje, em Lisboa, o ex-ministro diz que "terá de ser solução europeia" e que a solução terá de ser semelhante ao que aconteceu na América Latina nos anos 1980.
Ou seja, não haver perdão de dívida, "pagar cada cêntimo", mas haver um "reescalonamento da dívida a 40 anos ou 50 anos".
E não foi só na América Latina que houve um reescalonamento da dívida, também nos anos 50 do século passado isso aconteceu na República Federal Alemã, que saiu da II Guerra Mundial muito endividada, apontou o professor e ex-ministro.
Na altura, "a Europa e os Estados Unidos não viraram as costas à Alemanha. Importante que agora a Alemanha também não vire as costas aos países europeus mais endividados".
"A Europa não vai ter crescimento sustentado e duradouro sem resolver o problema da dívida", afirmou ainda Álvaro Santos Pereira.

Ideias... ou evidências

"Na Europa está toda a gente preocupada com a Tesouraria, com o curto prazo, e ninguém está a preocupar-se com o longo prazo".

"Neste momento só importam os ministros das Finanças, as reuniões do Eurogrupo e do Ecofin. E, quando só há ministros das finanças é o primeiro passo para tudo correr mal".

"Austeridade cega ano após ano após ano pode levar a ditaduras na Europa". (…) não se vai resolver só com austeridade".

"Se não reduzirmos a carga fiscal, a economia portuguesa não vai ter futuro" (…) se tivermos de ir contra a Europa, paciência.(…)
Até porque "a União Monetária não está a funcionar e ainda nos tiram os instrumentos de política económica que nos restam para vencer a crise",