“VAMOS CONSTRUIR O PASSADO”
é o programa que a troika Banca-UE-Cavaco desenhou para Portugal e há 3 anos
pôs em marcha, em simultâneo com agressão semelhante que era lançada contra
a Grécia, a Irlanda e a Espanha – e a que se seguiram Itália e Chipre.
A FORMA (ou fórmula) escolhida para o nosso País tomou o nome de
“Reforma do Estado” e foi alardeada pelo Governo que desde logo foi
encarregado de executar o plano da elite financeira mundial e que esta
elite mafiosa fez eleger, graças a trabalhos preparatórios de Cavaco.
DEZ ADIAMENTOS volvidos, eis que chega a "apresentação" daquilo a
que chamaram ‘guião’ (!) para a dita Reforma do Estado. E ele aí está,
dizendo-se guião e sendo nada mais que o desmantelamento do Estado
que nos últimos 2 anos e meio já foi logrado ou assegurado. Precisamente
no conveniente momento em que a opinião pública e a ira popular se viram contra o
Orçamento de Estado criminosamente urdido pelos algozes acoitados em São Bento.
As 112 tábuas
E Paulo apresentou, apresentou e apresentou e nunca mais parava de apresentar e nunca mais apresentava o raio de novidade nenhuma. E já iam 112 páginas de relato de dois anos de privatizações já feitas, da Saúde já desmantelada, da Educação já em vias de extinção, de desemprego já no "desejado" nível do absurdo, de salários já abaixo do nível da fome (e enquanto Paulo apresentava o crime consumado estavam mais 112 jovens no comboio da emigração) então Pedro observou "E, afinal, não dizes a novidade da reforma do Estado?" - e Paulo acordou das profundezas da aldrabice e acordou a assistência, proclamando finalmente "Ah... e vamos rever a Constituição, introduzindo nela a protecção dos amigos europeus da finança!".
E Aníbal, suspirando de alívio, disse dos bastidores que Paulo podia dar por encerrada a sessão.
E António José continuou o seu repousante sono.
O próximo passo