quis fazer da vida uma viagem a todos os lugares - levando ouvidos e trazendo voz

Para a História

Sexta-feira, 7.Set. – O primeiro-ministro Passos Coelho aproveita o horário do futebol (Seleção Nacional, apuramento para o Mundial) e anuncia aos portugueses que vai todos os meses sacar 7% do salário dos trabalhadores e oferecer 5,5% aos patrões. Os portugueses entusiasmaram-se com a vitória da Seleção, mas não digeriram a brutalidade do Coelho. Os próprios patrões dizem que é uma asneira de todo o tamanho, injusta, imoral e apenas capaz de… afundar o País.

Terça-feira, 11.Set. – O retardado ministro das Finanças Vitor Gaspar, perante a barafunda que pôs o País a exigir que os “gatunos” (sic) do governo sejam postos na rua, faz uma declaração ao País. Mais uma vez, aproveita um dia de futebol internacional para fazer o seu número. Diz que o que Coelho disse não é para ser bem assim, que haverá “modulações” e “compensações”.

Quinta-feira, 13.Set. – Perante a indignada fúria do país a pedir a cabeça (ou o que esteja no habitual lugar dela) do ministério inteiro (o Cavaco virá a convocar o Conselho de Estado, para uma reunião, que resultará num número de circo anedótico), o Coelho faz-se entrevistar na ainda pública RTP. Garante que não fará nada do que asneirou a semana passada e blá-blá-blá.

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Estamos em véspera da maior manifestação de protesto na rua feita em Portugal após o 25 de Abril. (15.Set.2012).
Sem interferência de partidos ou sindicatos, 1 milhão de portugueses de todas as idades exige que a ladroagem do governo vá para casa – ou emigre…