14.Jul.2012
Ficou o forte, 223 anos a crescer, até parecer hoje do tamanho de um continente. Em tantos anos, muitos dias se perderam. Mas nem um só de todos estes anos passou sem julho e nem um só julho passou sem o dia maior.
Fustigado pela opressão, pela invasão, pela guerra, o centro do mundo da Filosofia e da Cultura - Pátria das Ideias - teve dois séculos um povo mártir, um território sempre cobiçado e quase sempre sitiado. Mas tornou-se (ou permaneceu) a Nação da Resistência.
223 anos a Bastilha de pé. Mas sempre de portas abertas. Sempre nas mãos do seu único e legítimo dono. No continente que se deixa morrer, exemplo do mundo que renasce sempre - porque resiste sempre.