Sarkozy foi para o lugar que lhe estava guardado para as eventualidades. Os gregos estão em véspera de eleições. Os sobas euro-regionais prometem que um dia destes encerram a crise. Os portugueses ouviram o esbirro-mor do big vampire mandar baixar os salários e amoucharam.
Os indignados estão de férias ou os bastões da Guardia Civil afiados. A selecção espanhola de futebol joga mais logo com a Itália e ou ganha e arriba campeones ou perde e desvia para si as iras da tragédia. Rajoy preparou o terreno, jurando que não, não senhor, nem pensar, nunca por nunca ser...
... et voilà! Está decidido que em terra de touros marra quem tem cornos mais rijos. O Estado espanhol dá o jeitinho aos banqueiros - aos indoor e aos outdoor. Descansem os desiludidos das bolhas imobiliárias, suspirem de alívio os engenheiros das off-shore, folguem os arrojados empreendedores do jogo de risco - que o povo espanhol dá uma ajudinha. Afinal, é para isso que lá está, que cá estamos todos.
Leaders que aclaram, com todas as letras, que o dinheiro que o polvo financeiro vende à próxima geração de espanhóis será imediata e exclusivamente entregue aos banqueiros.
Tudo para que fique bem sabido que quem tem dinheiro é que manda.