No último dia do ano, um líder religioso insistiu na ideia: o maior dos males do mundo actual é a obsessão pelo primado económico-financeiro. A ideia de que “há vida para além da crise” vem de há muito – mas não é tão ancestral como a de que o dinheiro não traz a felicidade.
No ‘Económico’ de hoje, lemos o aviso para o ano novo:
2011 foi o ano das más notícias. Aumentos de impostos, cortes nos salários e nas pensões, aumentos nas taxas moderadoras - a lista é comprida. Mas muito do aperto só é sentido em 2012. Por isso, prepare-se.
O que fez, então, de 2011 o pior ano das nossas vidas? Como evitar que 2012 seja ainda pior?
Uma proposta: Comecemos por saber de que nefastas ideias foi feito este nosso “negro” presente.
Analisemos os erros – e preparemos, na reacção a eles, um 2012 diferente. Um futuro mais risonho.
2012 construído pelas ideias de 2011:
· Função pública e pensionistas sem subsídios em 2012
· Menos professores em 2012
· Menos deduções no irs
· Mais encargos com a casa
· Subsídio de desemprego menos generoso
· Salários contidos e mais meia hora de trabalho
· Utentes pagam mais pelos cuidados de saúde
· Subida da tributação nos carros e motos
· Portagens mais caras
· Factura da electricidade volta a subir
· Cultura menos acessivel