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Eleições 2011 - o fim do ciclo


Votos contados, novo governo, nova maioria, viragem à direita. Tudo como se previa, tudo com a precisão que o Quadratim já ontem previa, a 24 horas das eleições.

Pedro Passos Coelho é o novo primeiro-ministro. O CDS de Paulo Portas assegurará o cumprimento do velho sonho de Sá Carneiro: maioria, governo, presidente.

No tempo em que todos erigiram a estabilidade como a condição necessária e suficiente para bem governar, a direita portuguesa consegue pela primeira vez esse cenário extraordinariamente favorável.
Fim do ciclo Sócrates. O hoje vencido líder socialista assumiu pessoalmente a derrota e anunciou a sua retirada do exercício de cargos públicos e o regresso à condição de “militante socialista de base”. Fê-lo num discurso eloquente mas, sobretudo, elegante e significante, exprimindo a gratidão aos portugueses pela “extraordinária oportunidade e suprema honra” que lhe concedeu elegendo-o primeiro-ministro, salvaguardando o trabalho que os socialistas não regatearam a seu lado e reafirmando a convicção do mérito e da coragem dos portugueses para cumprirem o seu próprio destino.

José Sócrates foi um líder marcante da política nacional – e há já quem diga que a História o colocará como o mais influente primeiro-ministro da segunda república portuguesa. Só a História, a quem Sócrates remeteu o juízo da sua actividade política, o dirá.