quis fazer da vida uma viagem a todos os lugares - levando ouvidos e trazendo voz

Dois exemplos, dois mundos

Onde estão as semelhanças?

A propósito do exercício da cidadania e dos maus costumes que vemos por perto, o Quadratim escreveu, ainda não há muitos dias:
"(...) À sobrevivência dos corruptos, à perpectuação dos privilégios, basta isto: que cada homem se preocupe apenas em ajeitar-se, acomodar-se, arranjar-se. Com esse truque, os corruptos olham a malta nos olhos e, com o hipnotismo da cobra, arregimentam para o bando os que eram malta e passam a ser... corruptos. Fácil caminho para o sucesso! Qualquer ignorante, estúpido, borgesso ou brutamontes pode chegar aos mais elevados proventos, às mais altas honrarias.
Com este pequeno truque, os que se indignam são cada vez menos e os que se arranjam são cada vez mais. Com esta lógica, torna-se evidente que é mais cómodo aliar-se aos que são cada vez mais, que é mais fácil submeter os que são cada vez menos. Com esta matemática, basta saber fazer cálculos para encarar os ineptos, os néscios, os oportunistas com esta conclusão: Para quê vencê-los? Junta-te a eles!"
("A Era da Cidadania ou a Morte do Cidadão?", 10.Out.2010).
.Entretanto, encontrei algures pela internet duas peças de jornalismo em video, que achei exemplares.
O primeiro filme é um exemplo das regras elementares a que deve obedecer o funcionamento da Democracia. Elementares.
O segundo filme é o registo de um momento em que uma mulher, rara sobrevivente da espécie dos honestos na classe política usa os poderes-deveres que o povo lhe conferiu ao elegê-la. Maria Aparecida (Cidinha) deputada do PDT, tem sido ameaçada e bombardeada com cartas anónimas - mas tem consciência dos sagrados deveres a que se submeteu quando foi a eleições.
Fiquem os exemplos.