... e Carlos Paredes escolheu a guitarra
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Carlos queria ser violinista, mas o pai disse-lhe que o violino só um artista o conseguia tocar: Jascha Heifetz.
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Jasch Heifetz, que nascera em 1901 na cidade de Vilnius, então na Rússia e actualmente capital da Lituania, morreu com 86 anos. Desses 86 anos, 83 passou-os a tocar violino e durante mais de 60 percorreu os grandes palcos do mundo. Fez mais de 2 milhões de quilómetros em concertos, para além de inúmeras aparições em estações de rádio e participações em produções cinematográficas.
A estreia de Heifetz no Carnegie Hall foi contada assim pelo crítico Samuel Chotzinoff: "O violinista de dezasseis anos parecia a pessoa menos preocupada de todo o auditório enquanto caminhava até ao palco e pouco se movia durante toda a exibição, de tamanho virtuosismo e musicalidade como nunca havia sido visto nesse histórico auditório."
A estreia de Heifetz no Carnegie Hall foi contada assim pelo crítico Samuel Chotzinoff: "O violinista de dezasseis anos parecia a pessoa menos preocupada de todo o auditório enquanto caminhava até ao palco e pouco se movia durante toda a exibição, de tamanho virtuosismo e musicalidade como nunca havia sido visto nesse histórico auditório."
O séc. XX deu-nos violinistas como Menhuin, Kreisler, Schnabel, Milstein, Oistrakh, Stern, Perlman - mas, com a devida vénia à memória desses "gigantes", Heifetz é... Heifetz.
Aí estão os sons do génio, interpretando a Introdução e Rondo Capriccioso de um compositor que foi talentoso, laborioso, culto, profundo e exemplar cidadão: Camille Saint-Saens (1835-1921).