Todos televemos a recepção a Putin, que para uns é filho de Putina e para outros nada disso. Todos convêm na positiva presidência da União Europeia, na postura de um tratado que para uns é a maior das maravilhas do neoliberalismo e para outros é nada daquilo e muito disto. E António Mexia vem, discreto por força da pompa de comunicação que vaivém nos Jerónimos, anunciar que a EDP vai em breve dispor-se a colocar em nossas casas uma tecnologia que merece atenção.Talvez mereça mesmo.
Longe de mim absolver a EDP de tudo o que se sabe - e do que se vai sabendo menos, pero que las hay las hay... - mas recebi a notícia da nova maravilha tecnológica com aquele entusiasmo que tão quotidianamente nos assalta no paradoxo de, por um lado, sentirmos a tecnologia a impor-se-nos cada vez mais como o Hal de Kubrick na "Odisseia no Espaço", mas por outro não conseguirmos renunciar aos prazeres da internet ou da 3ª telegeração móvel.
O fenómeno é a Energy Box (será mesmo assim que se chama?) que um dia destes poderemos ter em casa: recebemos da companhia eléctrica a energia que necessitamos gastar nas horas difíceis do preço-de-sufoco, e "exportamos" desde o hall de entrada do nosso lar para a rede de distribuição eléctrica a energia que nos sobra nas horas de poupança. No fim do mês, o contador diz quanto temos a pagar e quanto temos a receber - diga-se descontar na factura.
Pode ser - porque não... - uma inovação amiga do ambiente e da nossa bolsa. Habituados que estamos a que tal sorte de novas tecnologias, vindas para mais de onde vêm, nos tragam de bem-estar e lucro tanto como a força das armas deu a Pirro, desconfiamos para dentro. Mas, atenção, que a coisa não há-de ser má de todo. Salvo o que não vejo ainda - e não tenho ilusões de que ainda haverá descobertas a fazer.
É de estar atento. Quem tiver placas solares no alto da vivenda ou no cimo do prédio é capaz de conseguir vender energia sobrante à EDP, para equilibrar as contas da factura bi-mensal.
A questão está em saber se, por amor do ambiente, alguém vai encorajar o cidadão comum a investir nas placas de energia solar. E o encorajamento faz-se, neste caso, com aquilo com que se compram os melões...
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O assunto é para estudar à séria - até pelos governantes e já-já pelos autarcas. Há que começar a estudar, prever, antecipar - e quem chegar primeiro vai ter vantagens. à atenção de quem gere a res publica: a nova arma que serão as células fotovoltaicas e as facilidades para quem se apressar a retirar delas todas as consequências, incluindo o "ovo de Colombo" que pode residir na criação de parques fotovoltaicos. URGENTE andar depressa.