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Santos de Porta...
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Os covilhanenses gostam e sentem orgulho - penso eu. O Coro Misto de Luis Cipriano anda pelas quatro partidas do mundo a cantar, a encantar, a ganhar merecidos louros e levantar alto o estandarte da Covilhã. Desta vez, medalha de ouro em Budapeste, à frente de grupos corais de nome e de todo o mundo. Os covilhanenses gostam, mas a cidade parece que permanece indiferente - se não pior que isso. O Conservatório foi demasiado pequeno; A EPABI complicou, desdenhou e hostilizou; a Associação Cultural da Beira Interior, sede natural do Coro por opção própria, foi perseguida até à tentativa de sufoco burocrático... só porque Luis Cipriano teima em mostrar que sabe o que faz. Enquanto a EPABI, de que o poder político tomou conta e que, mais parecendo ter os dias contados, vai deixar de ser escola da beira interior para se confinar à Covilhã, o Coro Misto de Luis Cipriano faz o percurso inverso: deixa de ser Coro Misto da Covilhã para passar a ser Coro Misto da Beira Interior. A Covilhã segue indiferente e as cidades mais próximas (o Fundão, por exemplo) não se dão conta de que o apoio institucional a uma associação cultural com os méritos da ACBI de Cipriano é valiosa promoção da cultura regional e seguro investimento no prestígio beirão. Mais parecem estar os homens do Poder à espera que a Associação soçobre por falta de meios... para no dia seguinte suspirarem de alívio por menos uma fonte de incómodos.

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Jornal do Fundão de 12.Abr.2007 - citação integral:
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E o céu ali tão perto...
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Foi a melhor prestação de sempre do Coro Misto da Covilhã em concursos internacionais. Três medalhas na bagagem: duas de prata e a tão desejada de ouro. A emoção de quase tocar o céu... ali tão perto
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MAL a palavra “ouro” saiu da boca da apresentadora da Gala de Encerramento e entrega de prémios do “11.º Concurso Internacional de Coros de Budapeste”, a explosão de alegria dos membros do Coro Misto da Covilhã foi imensa. O principal objectivo com que partiram para este concurso tinha sido atingido. Lágrimas, abraços, sorrisos e muita emoção foi o que viveram os 27 elementos do coro covilhanense numa noite inesquecível.
Para trás ficaram muitas horas de ensaios (250 só com este programa), muitos sacrifícios pessoais mas também muito trabalho, empenho e paixão que foram devidamente recompensados com os três prémios. Nas contas finais, o Coro Misto da Covilhã foi o que mais prémios arrecadou.
O balanço da participação do Coro Misto só podia ser muito positivo. “Eu sabia que mais tarde ou mais cedo íamos conseguir atingir o ouro num concurso. Não sabia era se seria já agora. Embora fosse um objectivo”, confessou ao JF, o maestro Luís Cipriano.
Estes cinco dias em Budapeste foram de total empenho. Sem folgas e com concentração total. Com ensaios e testes de acústica na sala onde decorreram as provas e claro os concertos. Cinco dias para celebrar da melhor forma o regresso do Coro Misto às competições internacionais depois das Olimpíadas na Coreia e do Concurso Internacional Robert Schumann em Zwickau onde tinha sido bem sucedido. “O esforço que foi feito tanto nos meses que antecederam o concurso como nestes dias em Budapeste, deixava antever a medalha de ouro”, disse o maestro. No meio de todo o natural nervosismo e angústia antes de entrar em palco “ o mais fácil foi cantar”, revelou ainda Luís Cipriano. “No final foi bem visível o agrado das pessoas que assistiram aos concertos”, disse ainda. Por outro lado, “estes prémios, tenho a certeza, vão alterar a maneira como o Coro Misto passará a ser olhado pelos outros coros em futuras competições. O próprio júri, na avaliação que fez salientou a diferença entre este e o que esteve na Alemanha”, conclui Luís Cipriano.
O concurso na Hungria marca também o virar de página no Coro Misto que vê alterado o nome de Coro Misto da Covilhã para Coro Misto da Beira Interior. Uma mudança natural tendo em conta a abrangência do Coro. Em Setembro, já com nova designação o Coro fará uma digressão de cinco dias pela Dinamarca e Suécia numa iniciativa organizada pela embaixada de Portugal em Copenhaga.