quis fazer da vida uma viagem a todos os lugares - levando ouvidos e trazendo voz

Parabéns, A.23!

(capa do número zero)

A Revista da Associação 23 tem voz!

Anunciou a saída do próximo número, com a cultura do talento por tema – e ainda antes de sair já incomodou as panças que tudo devoram e nunca se fartam. Bom sinal! A palavra é uma arma.

Com a revista, há-de sair um caderno publicitário diferente. Diferente porque mostrando o desenvolvimento onde se faz mais e se berra menos. Quiseram os sobas barrigudos, do reino onde se berra mais e se faz menos, amordaçar a verdade. Óptimo sinal! Não saberem ler português os que só conseguem berrar bananês só pode ter um significado: Missão cumprida.

A revista soube plantar a árvore da cultura independente. Atacou-a, do deserto das miragens, aquele vento que apenas se contenta em abrasar tudo o que o impeça de espalhar as areias turvas em que só os camelos furam.

Chegou à A23 o terrorismo incendiário. Daquela sinistra mancha alaranjada que por amor aos interesses do papel se lança no delírio do fogo-posto sobre tudo o que é verde, com o fito de ficar apenas com cinzento-negro à sua volta.

Há que plantar, malta! Ainda que algum dia a besta pareça avançar, façam saber a todos que por cada flor estrangulada há milhões de sementes a florir.