quis fazer da vida uma viagem a todos os lugares - levando ouvidos e trazendo voz
Raposa... e a diferente forma de fazer praia

As agências de turismo têm um manancial de propostas, que nos fazem descobrir que vale a pena vir com tempo. A FAMA, Universidade local, tem uma escola de turismo e a escola tem a sua própria agência. Preços por metade do que se vê no circuito comercial e direito a um guia acabado de defender tese sobre uma qualquer das maravilhas do Maranhão - e guia só para nós. Um amigo que partilha uma enciclopédia de singularidades, exalta as incomparáveis belezas da terra que ama e no final nos deixa saudades.
Para o dia seguinte, pode escolher-se, por exemplo, um passeio náutico pelo município de Raposa.


Subimos ao barco, avançamos pelo rio magnífico e adentramo-nos nos estreitos cercados de floresta de mangue, onde os caranguejos preguiçam nas raizes emersas do leito tanto como das margens.

O passeio faz-se primeiro pelo rio largo com a frondosa floresta de mangue enraizada na própria água, mas de repente o barqueiro escolhe entrar pelo mangue dentro e estamos num canal aquático dentro da floresta.

Passamos por ilhas pitorescas, com a pesca artesanal das ostras e as vistosas aves à mistura.
Avistamos uma língua de areia, com uma duna suave e paramos.

Estamos numa bifurcação do rio. Do outro lado da duna, está o mar.

O guia acomoda-nos: desçam e aproveitem a praia. Hora e meia, duas horas, o que quisermos. A praia é imensa e deserta - e as águas quentes só para nós.


Depois da praia, regresso a Raposa, para a opulenta anchova na brasa e a incomparável farofa de camarão do Capote. Direito às cantigas do Carlinhos do violão (entusiasmado a aprender a "Menina estás à Janela"...) e ao duche ao ar livre, para limpar o sal do corpo.

A Isabel não pode usar o duche exterior, por falta de roupa para mudar - mas não houve problema: a mulatinha do serviço de mesa convidou-a a subir as escadas e ofereceu-lhe o duche na sua própria casa de banho.

No Maranhão é assim...