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Sorte e um bom conselho

Sob o mote de Pires de Lima, Maria Luís e Passos Coelho, o Governo e a maioria têm alardeado e convidado a celebrar aquilo que entendem ser o seu maior e mais heróico feito: As políticas aplicadas desde 2011 permitirão que em 2015 se chegue a níveis económicos, de desenvolvimento e de qualidade de vida já muito próximos dos que tínhamos em 2010 (se acertarem nas suas previsões – o que seria a primeira vez, mas isso é um pormenor…). Ou seja, se tudo correr bem, ao fim de 4 anos conseguiremos estar quase tão bem como estávamos no tempo de José Sócrates… o tal que “deixou o País numa miséria”.
E pronto: o Governo promete que, se tiver sorte, ter-nos-á obrigado aos maiores sacrifícios de sempre para… retrocedermos 4 anos. Que é para não dizer que nestes 4 anos de esforço consegue a proeza de chegar quase, quase aos calcanhares do homem que é o seu maior fetiche de ódio.
Talvez seja verdade, sim, que este governo e esta maioria precisavam agora era de um pouco de sorte. A sorte de encontrarem alguém sensato e maduro que lhes desse um bom conselho: Ou param de falar do que conseguem fazer, ou param de falar de José Sócrates. Ou, de preferência, as duas coisas.