CHEIRA MAL,
não pára de cheirar muito mal e cheira cada vez pior a desvergonhada mentira do Governo acerca do caos em que lançou a Justiça e de que não há meio de conseguir sair.
No dia 1 de setembro a ministra jurou que estava tudo a funcionar. Mas não estava NADA a funcionar. A plataforma de tramitação dos processos (que funcionou perfeitamente e sem um soluço desde que foi criada pelo Governo do "papão" José Sócrates) apagou-se por completo em agosto - e NINGUÉM sabe onde estão os processos de todo o país, ou sequer se eles ainda existem. Nem juizes, nem advogados, nem procuradores, nem solicitadores, nem funcionários judiciais têm, hoje, uma única pista sobre onde e como consultar um processo.
No dia 15, depois de a ministra ter fugido de aparecer em público, o secretário de estado vem dizer - com a maior das calmas - que já se resolveu uma parte do problema para... quem queira tratar processos novos. O País pasmou! Se eu, advogado, quiser criar um processo novo, o Governo já tem solução... é que EU o crie. Quanto à "simples" questão de saber quando é que o Governo aprende a funcionar com um sistema informático elementar, já o senhor secretário de estado diz que NÃO SABE quando isso vai acontecer.
Ou seja: Não há maneira de consultar e tramitar os processos - e o Governo, que anunciou que viria hoje dar a solução, deu-nos esta solução: NÃO HÁ solução nenhuma ainda, nem é possível saber quando a haverá.
Sempre que houve alterações na orgânica dos tribunais ou nas leis judiciárias, o Governo de Sócrates interrompia o sistema POR UMAS HORAS (geralmente das 00:00 às 18:00 de um sábado) e o sistema continuava a funcionar na perfeição. E agora?
Para fazer uma reprogramação que qualquer informático iniciado conseguiria em 2 ou 3 dias (é simples, sim!), o Governo encarregou um bando de garotos a brincar aos computadores - e puseram tudo numa balbúrdia semelhante às das suas cabeças - e depois, para darem "assessoria", contratou (a preço de ouro, claro) mais um bando de garotos saídos das faculdades de Direito daquelas "universidades" privadas onde o Relvas e o Passos foram comprar os canudos. O diabo é que os fedelhos nunca entraram num tribunal, nunca mexeram num processo, não fazem a mínima ideia do que seja a Justiça.
O Governo gastou centenas de milhões de euros a fechar uns quantos tribunais e inventar um número ainda maior de corredores de burocracia - com o único objetivo de continuar a cortar nos funcionários públicos e, com o dinheiro que retira a estes, aumentar estrondosamente as regalias dos magistrados - que até agora eram uma classe incómoda.
O problema foi - e é - a ignorância e a estupidez verdadeiramente anedóticas dos "chicos-espertos" que se amontoam no Terreiro do Paço. De de cada vez que engendram uma "ideia" espalham-se mais do que da vez anterior. Quanto mais mexem, mais se afundam.
E "governar" é, para esta trupe, marcar umas conferências de imprensa e vir dizer que está tudo bem. Ah... e que a culpa é do Sócrates.
Neste caso da Justiça - como em tantos e tantos outros - parece que a culpa é mesmo do Sócrates: o homem pôs o País a funcionar com ferramentas acessíveis 'apenas' a quem tenha mais que serradura dentro da caixa craniana!
