onde os pategos depositavam o que lhes sobrava de viverem acima das possibilidades - e assim juntei 500 milhões.
Depois, peguei nessa massa e fui-a multiplicando, com uns decretos que mandava fazer a uns malandros que que não depositavam mas levantavam, para viverem muuuito acima das possibilidades e... continuarem a decretar.
Depois, peguei na multiplicada pipa de massa e comprei outros bancos, simulei outros negócios, abri off-shores, apostei nuns joguitos de multiplicação, esfolei muitos patos e alimentei um punhado de malandros para que continuassem a decretar as minhas multiplicações.
Depois, quando já tinha dividido comigo mesmo as multiplicações que a meu belo prazer fui fazendo, encomendei a alma do meu banco ao diabo - para que ele continuasse a decretar as minhas divisões, sem multiplicações - nem somas - só subtracções.
Depois, o diabo fez o favor de me ficar com o banco - para o dividir em dois: um para encerrar de vez a contabilidade da massa toda que para mim multipliquei e por mim mesmo dividi, e o outro para começar de novo um banco todo novinho para fazer novas multiplicações da massa que os pategos já não têm.
Depois, daqui a um tempo - pouco tempo - os malandros a quem mando decretar vão vender-me o banco novo, que eu vou pagar com a massa que me foi perdoada no banco velho que deus haja.
E depois vou recomeçar a somar para mim próprio os milhões que os pategos vão depositar, e a multiplicar os milhões que os malandros retiraram aos pategos para dividir o banco velho, e a subtrair os milhões do MEU banco novo. Até que me apeteça mandar os malandros decretarem que o meu banco novo se tornou velho