O PS anda dividido entre auditórios em apoteose, pelo país fora, revitalizando a Esperança em nome dos portugueses
- e gabinetes do Largo do Rato, por estatutos a dentro, adiando-a a bem do Governo.
1. O homem é persistente e eficaz: Andou 3 anos a anular-se – mas passados 8 dias de tomar posse do cargo de Secretário Geral já tinha atingido esse objectivo;
2. Nunca mais teremos de sujeitar-nos a genéricos (até porque passarão a ser mais caros que os medicamentos de marca);
3. O País poupará os custos com eleições presidenciais – com Cavaco a permanecer indefinidamente no cargo por motivos estatutários;
4. Estaremos livres de ver no Governo políticos como Manuela Ferreira Leite ou Bagão Félix, garantido que estará o sucesso de Passos Coelho;
5. Haverá paz política e institucional (e ficaremos livre da seca do palavreado pró-“consenso” de cavaquistas e troikistas) com a garantia de que as moções de censura da esquerda terão sempre o voto dos socialistas e não incomodarão a direita;
6. A televisão pública reduzirá despesa, vendo-se livre do comentador José Sócrates (até porque a concorrência continuará a contar com Marques Mendes anunciando as intenções do Governo);
7. A Selecção Nacional de futebol, mesmo que perca todos os jogos, manter-se-á no Mundial por força da aplicação das regras estatutárias do PS, à luz do Direito Comparado – e poderá sagrar-se campeã, por falta de assistência farmacológica às equipas adversárias;
8. Despreocupar-nos-emos pela segurança do leader socialista, com a mudança da sede nacional para Ermesinde;
9. Poderemos ficar descansados que não teremos um ministério de Brilhante Dias (que gramaticalmente é um erro de concordância) e, assim, até nos custará menos aturar a idiotia de Poiares Maduro – apesar de tudo, mais calado e por isso menos asneirento que um Poiares não Maduro;
10. Usufruiremos da vantagem de manter Zorrinho (e, graças ao conforto desta representação, também Rangel e Nuno Melo) no Parlamento Europeu – suposto que o órgão continue em Estrasburgo, bem longe daqui.