Feitos
ContradopçãoA canalha sem acesso ao Panda penetrou no canal 219 e inconseguiu
comédia menos cínica do que A Desinvenção de Hugo.
Esta semana vimos o cúmulo.
Tranquilamente – porque outros cúmulos virão e superarão este e se superarão sucessivamente a si mesmos.
Tranquilamente – porque outros cúmulos virão e superarão este e se superarão sucessivamente a si mesmos.
A direção e o grupo parlamentar do PSD, depois de terem considerado o desemprego e a fome como "oportunidades", depois de terem dito ao povo maltratado que se se sente mal é livre de emigrar, depois de insultarem uma das mais trabalhadoras e sacrificadas nações da Europa acusando-a de "improdutiva", depois de decretarem a falência das pequenas empresas do país mais dependente da economia familiar de subsistência, depois de programarem e executarem o afundamento de rendimentos no país com mais baixos salários na UE,
depois de imporem o vergonhoso 'record' de "emprego fictício" de trabalho com horários inferiores a 2 h./dia, depois de celebrarem com champagne esses 450 mil trabalhadores virtuais como um resultado de "sucesso", depois de fulminarem a cara das 9 milhões de vidas mais modestas da zona euro escarrando-lhes que "vivem acima das possibilidades",
depois de criarem uma centena dos maiores bilionários do mundo nesse mesmo país em que falsearam uma das dívidas públicas públicas mais contidas da Europa para a transformarem numa das mais exponencialmente crescentes, depois de aumentarem essa dívida pública em 78 mil milhões de euros para entregarem aos bancos e especuladores de casino, depois de reduzirem os impostos aos bilionários e os aumentarem aos pobres, depois de tributarem fiscalmente as mais miseráveis reformas do velho continente,
depois de despedirem professores e submeterem a trabalho escravo os enfermeiros – e elaborarem o maior plano de sempre para fecho de escolas e hospitais públicos e doação dos dinheiros públicos para as indústrias de colégios de luxo e clínicas privadas,
depois de despedirem professores e submeterem a trabalho escravo os enfermeiros – e elaborarem o maior plano de sempre para fecho de escolas e hospitais públicos e doação dos dinheiros públicos para as indústrias de colégios de luxo e clínicas privadas,
depois de ditarem por decreto que gerir o país não é tarefa política de cuidar das pessoas e das famílias, mas tarefa financeira de cuidar de lucros e cortes de investimento – e para isso doarem a privados as empresas e os recursos ricos e produtivos que o País construíu e engrandeceu durante décadas,
depois de ultrajarem a Constituição e desprezarem o controlo do cumprimento dela,
depois de tudo isto,
fecharam-se 5 meses numa comissão de conspiração – e, utilizando como porta-voz um garoto bronco com a espinha de verme que o partido promove para se auto-"depurar" dos homens que lhe restavam, reduzem a trampa o papel institucional do Parlamento, a dignidade da missão do deputado e a decência existencial do partido político.
de relativa importância, talvez...
porque em cima de outros cúmulos. Maiores, mais extremos, mais incríveis.
Afinal, este é "apenas" semelhante ao dos piores anos do fascismo. E o fascismo de Salazar já há meses foi muito ultrapassado por este neo-fascismo que nós, apesar de o vermos tão descaradamente proclamado e edificado dia a dia, continuamos na ingénua esperança de ver declinar por si próprio...
Afinal, este é "apenas" semelhante ao dos piores anos do fascismo. E o fascismo de Salazar já há meses foi muito ultrapassado por este neo-fascismo que nós, apesar de o vermos tão descaradamente proclamado e edificado dia a dia, continuamos na ingénua esperança de ver declinar por si próprio...
