MANDELA SÓ MORREU
para aqueles que vêem o seu desaparecimento como um regresso ao silêncio a que o quiseram reduzir ou à prisão de que não o quiseram ver libertado.
Esses podem encobrir, na simulação de homenagem póstuma, o alívio por mais uma baixa no combate com que se defrontam na cruzada que ainda hoje fazem pelo retrocesso da História, em abissal contradição com o espírito libertador e fraterno que Madiba exemplificou.
Os outros, os que sinceramente choram com o pensamento no Pai da Grande Nação Africana, choram por se verem contemporâneos com a traição à humanidade que refulgiu do "longo caminho para a liberdade".
Estes celebram a vida de Nelson Mandela. E importa que a celebrem pela prática e pelo exemplo.
Que viva Madiba! No seu território, que é o mundo inteiro - igualitário, fraterno e livre!
