quis fazer da vida uma viagem a todos os lugares - levando ouvidos e trazendo voz

Quem quer ser milionário?

Cultura de massas
Regressou ao pequeno ecran o popular concurso. Mais popular que nunca, no canal do Povo. Mais popular do que se exigia, na difusão da proverbial cultura de tradição oral. Mais popular do que é suportável, apresentado pela beiçuda pose da que é legítima esposa do Moniz, que é o compaire do Relvas, que é o CEO e director espiritual do Coelho, que é o homme de paille do Silva, que é o rosto-de-máscara da seita neo-fascista reinante, que é a consumada patroa de todos eles e generosa mandante do depositário doutor-flash em cujas mãos está a RTP em trânsito privatizatório.
Veio à beira de eleições. E calhou bem a diversão - não vá a malta pensar que 'eles' são só lojas de "cidadões" ou rapaziada da lusófona. Não vá a plebe entreter-se no zapping por perigosos terroristas de esquerda tipo Pachecos Pereiras, Ferreiras Leites ou Bagões.
Como mandam as regras da trupe, procurou-se em almanaque on-line uma resma de perguntas de teor intelectual do tamanho da boca da Manuela - e lá vai:

"Dezembro frio, calor no...". O elementar brocardo mereceu versão à altura. E explicação em estilo.
É de ver - contado ninguém acredita.