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A Escola Pública e a "balbúrdia" pretendida

O Governo neo-fascista atacou a escola pública – e agora os seus patrões
vêm clamar contra o que chamam de “balbúrdia” na organização do ano escolar.
Em matéria de balbúrdias, há dois níveis de abissal diferença entre as escolas
públicas e as indústrias privadas de venda-de-canudos. Digamos que
são ao nível da balbúrdia de primeiro grau e da balbúrdia de segundo grau.

O primeiro nível de diferença é este:
Na escola pública, gerida no interesse de todos e com base no mérito, qualquer governo de traidores, mesmo que incompetente e canalha, lança facilmente a balbúrdia - bastando que, com o uso de poder que é característico dos canalhas, ordene por decreto que a boa organização do Ensino Público seja atropelada e sabotada.
Na indústria do ensino-negócio dos privados, não há balbúrdia que se instale - há regras rígidas, dominadas pela regra-mãe: as classificações têm um preço monetário - e quem quer pagá-lo tem tudo certinho, enquanto quem não pode pagar não tem problema, porque simplesmente não tem entrada. É tudo fácil e linear: toma lá cheque (ou ordem do padrinho), dá cá o canudo.
No segundo nível a diferença é mais lapidar:
O Ensino Público, gerido pela Democracia antes do cavaquismo-BPNismo o assaltar, produziu cientistas, técnicos e outros licenciados que elevam o nome de Portugal em todo o mundo. Pelo mérito e pela excelência do ensino que receberam no tempo do Estado Social;
A indústria das escolas-negócio produziu relvas, coelhos, seguros, cavacos e mais os seus "especialistas", "assessores", vendedores de pipocas e outros esbirros - e a partir daí, é claro, o respectivo "sumo" concentrado: a classe política que a banca internacional e o capitalismo financeiro mundial compram para sentarem nas cadeiras do poder e assim impedirem que elas sirvam para governar a Nação.