Não vejo nada de anormal que um país reflita se deve ter uma companhia aérea;
Não acho uma tragédia um Estado ocidental moderno ponderar a concessão a privados do serviço de transportes aéreos;
Mas sinto vergonha e desolação por me ver num país que tolera que, impunemente, a corja de fascínoras instalados se mancomune com uma quadrilha de criminosos internacionais para entre si repartirem o saque do património acumulado em décadas pelo esforço de uma Nação inteira.
E voto à ignomínia os porcos que fazem disso, ainda, uma parte do que é reduzirem uma Pátria de boa gente e História ilustre à condição de sub-humanos abandonados ao analfabetismo e condenados à doença apenas porque gerações antecedentes permitiram que os gangs do dinheiro sujo usurpassem escolas e hospitais construídos com sangue, suor e lágrimas de milhões de portugueses.
Quem dera que o deus que tanto jeito lhes tem dado existisse mesmo, omnipotente e justo... Era-lhes bem feito!
