2013 vai ser diferente. Tem de ser diferente. Nesta ocasião de, mais que fazer os habituais votos (haverá coragem?) mudar de atitude, cumpro-me aqui.
Neste 2012 que por graça de Deus se está finando, a ironia e o escárnio foram a única reacção adequada ao absurdo, ao inimaginável, ao patético.
Mas a realidade chegou, nesta maldita era que hoje era bom que terminasse, a mais longe - chegou ao trágico.
Por isso, há que levar a sério aquilo que ainda quisemos crer que fosse uma brincadeira de estúpido mau gosto. Há que dizer adeus à ironia. E dedicar a nossa maior consideração aos nossos amigos, aos amigos dos nossos amigos, aos que dizem ser nossos amigos e aos que dizem ser amigos dos nossos amigos.
Adeus, ironia. Às ordens, tristeza oficial!
Que 2013 seja o que Deus quiser. Porque Deus são os cidadãos, as pessoas, a gente.