[António Filipe - 18.Jun.2012, 00:01]
No dia 18 de Junho de 1942 nasceu em Liverpool, na Inglaterra, o cantor, guitarrista, pianista e compositor Paul McCartney. Nasceu no Hospital de Liverpool, onde, alguns anos antes, a sua mãe tinha trabalhado como enfermeira na maternidade. Aos onze anos, Paul matriculou-se no Instituto de Liverpool. Foi no autocarro, a caminho da escola, que conheceu George Harrison. Aos 14 anos, perdeu a mãe. O pai era vendedor de algodão, mas tocava trompete e piano e teve uma banda de dança de salão nos anos 20. Após a morte da mulher, começou a incentivar o filho a interessar-se pela música, comprando-lhe um trompete. Mas Paul não se mostrou muito interessado. O seu interesse pela música só começou quando o “skiffle”, um tipo de música folk com influência de jazz, blues e country, se tornou popular na Inglaterra.
Em 1957, então com quinze anos, conheceu John Lennon, ao assistir ao espectáculo de uma banda chamada Quarrymen, num subúrbio de Liverpool. No início, a tia de John não concordou com a amizade dos dois porque era oriundo da classe operária. Ao ver uma actuação de McCartney, Lennon convidou-o para fazer parte da banda e, em 1958, McCartney convenceu Lennon a aceitar George Harrison na banda.
Boa lembrança, de parabéns a este recém septuagenário, que continua (comprovámos que continuava, pelo menos no Lisboa Rock in Rio de 2004) tão jovem como nos dias da boa amizade - e cooperação musical - com o saudoso John Lennon, com quem formava a dupla (muito enriquecida pelo também já extinto George Harrison) que fez da música pop a mais eficaz propaganda para levar às massas o gosto pela melodia e a combinação perfeita entre a Música e a afirmação do desejo de mudança da juventude. Tanto como com Bob Dylan (menos na mensagem, bastante mais na beleza melódica), com os Beatles a Música tornou-se Arte querida e cultivada por todos. E sem McCartney os Beatles poderiam ter sido um avanço tão importante como o do Jazz e os Blues, mas a sua música não teria ido ainda mais longe que ambos.
Talvez eu até pensasse em outras criações de Paul McCartney para dar o "sumo" do seu espólio musical - mas, sendo certo que a escolha seria tão, tão difícil, que importa isso?
ARTIGO COMPLETO
Em 1957, então com quinze anos, conheceu John Lennon, ao assistir ao espectáculo de uma banda chamada Quarrymen, num subúrbio de Liverpool. No início, a tia de John não concordou com a amizade dos dois porque era oriundo da classe operária. Ao ver uma actuação de McCartney, Lennon convidou-o para fazer parte da banda e, em 1958, McCartney convenceu Lennon a aceitar George Harrison na banda. Os Quarrymen mudaram de nome várias vezes, até que adoptaram o nome… The Beatles.
Em 1966, os Beatles, no auge da fama, pararam de fazer espectáculos ao vivo. No mesmo ano, Paul McCartney desenvolveu um projecto musical a solo, em que compôs a banda sonora de um filme, pelo qual ganhou o prémio de melhor tema instrumental. No dia 10 de Abril de 1970, McCartney anunciou publicamente o fim dos Beatles, em entrevista colectiva, e anunciou o lançamento de seu primeiro álbum a solo. Embora eles já não quisessem continuar juntos, a entrevista antecipada de Paul, sem o consentimento dos outros membros do grupo, gerou mágoas a ponto de ser acusado de traidor.
Tal como os outros três membros dos Beatles, McCartney foi agraciado, em 1966, como Membro do Império Britânico. Porém, é o único membro do grupo a ostentar o título de "Sir", honra que lhe foi concedida pela Rainha, em 1997.
No dia 2 de Junho de 2010, o presidente americano Barack Obama prestou-lhe homenagem, numa solenidade na Casa Branca, em Washington, pela sua contribuição para a música e canção popular. No dia 9 de Fevereiro de 2012, foi-lhe atribuída uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood, sendo o último ex-Beatle a receber esta homenagem.
Paul McCartney desenvolveu outros interesses fora do rock. Em 1991, lançou o seu primeiro álbum de música clássica, a oratória Liverpool. Em 1997, lançou o seu segundo álbum clássico. Em 2006 foi a vez do lançamento de Ecce Cor Meum, uma peça de música coral, que inclui um coro de crianças.
Excerto da oratória “Liverpool”, de Paul McCartney
Soprano: Kiri Te Kanawa
Tenor: Jerry Hadley
Mezzo-soprano: Sally Burgess
Coro e Orquestra Filarmónica Real de Liverpool
Maestro: Carl Davis