A hora de
perder chega a todos. A uns mais cedo e a outros mais tarde - mas muitas vezes
na mesma 'onda'. E a mesma vaga que atingiu os portugueses não deixou de assolar os alemães.
Questão de tempo, irrelevante porque
na mesma fase.
Todos têm um fim para o seu percurso e todos conhecem a hora do
insucesso. Uns fazem o percursos com humildade, outros com arrogância. Uns avançam com cautela, outros entram
ao ataque. Uns têm que fazer contas, outros
somam só vitórias. Mas todos têm a sua hora.
O mesmo
destino para portugueses e para alemães. Os portugueses viram a Grécia cair primeiro e resistiram ainda, os alemães esmagaram os gregos e prosseguiram. Os portugueses
observaram as forças e as fraquezas dos espanhóis, lutaram com as mesmas armas e foram tão eficazes como eles - mesmo que, pela sua dimensão, tivessem visto os espanhóis
ir um passo mais em frente. Os alemães avançaram contra os italianos autoritariamente e com favas
contadas que foram afinal triunfalismo que desprezou o estoicismo dos latinos.
Os
portugueses aceitaram sofrer, foram humildes e caíram
honrosamente como os grandes. Os alemães avançaram conquistando, atacaram arrogantes e caíram cabisbaixos como os pequenos. Todos têm a sua hora, os pequenos e os grandes. Porque o que tem
que ser tem muita força. Só que uns, com a natural alegria da sua arte, desfrutaram da
existência - e os outros, apesar da
força da sua austeridade,
acumularam no final mais tardio os efeitos da humilhação. Portugueses e alemães com o mesmo destino, sim!
Não, em nada estive a falar do euro-futebol. Falo, sempre e
apesar de antecipar algum do tempo, de outro euro. Mais sério e mais cruel.
