Serenata. Coimbra
A 1ª noite é de partilha. O Município de São Luis organiza e os ludovicenses oferecem-nos a serenata noturna.
A banda de violão, cavaquinho, pandeiros, pandeireta, flauta, rabeca (e que mais, para além da voz?) segue na frente. Vamos todos a segui-la - os turistas e os da terra, que às quartas-feiras reservam a noite para o passeio noturno. Estamos na serenata!

À varanda do Palácio do Governador está um trovador. Lê versos de poetas maranhenses. E Fernando Pessoa.
O passeio dá a volta ao centro histórico. Todos vêm às portas das suas lojas ou às janelas de suas casas, para cantar com a banda - as músicas do "bumba-meu-boi", do forró maranhense, do Tico-Tico. Saudando os portugueses "nossos bisavós", também há "Nem às Paredes Confesso" e os próprios ludovicenses não dispensam que se cante "Coimbra".
Vão-nos contando a história da cidade. Bonito!
E a Rua de Portugal
Bem no centro histórico de São Luis, a Rua Portugal é uma extensa fiada de "casarões" de "sobrados", alguns dos quais revestidos de azulejos de riquíssima variedade, todos transportados de Portugal no tempo do império.
A rua é perpendicular à Rua do Comércio, principal centro do movimento da zona histórica. Durante o dia, respiramos ali o Brasil quieto e tradicional do "meio-norte" equatorial, enquadrando o comércio tradicional (curiosa a livraria "Poeme-se"). À noite, é o mais animado ponto de convívio.
Por ali pontificam restaurantes de excelente cozinha (destaque para o "Antigamente", na Rua do Comércio), que eu preferi para o almoço do 1º dia e onde jantámos num agradável serão com os casais Laura/João Moita (de Faro) e Conceição/António Vilaça (de Braga), companhia da melhor.