Agricultura sem gravata
" - Finalmente foi descoberta a solução para estes dias quentes de Verão: Quem não tiver ar condicionado, basta tirar a gravata. Tão simples e nunca ninguém se tinha lembrado disto!"
" - A crise foi provocada pelos gastos do ar condicionado? Então está resolvida. O que pouparam com a solução da gravata, podem dar-nos o subsídio de Natal e o que nos diminuiram no vencimento"
" - A equipa agrícola do CDS tomou por paradigma o modelo do seu guru: boné, calças de ganga e beijocas às peixeiras do Mercado do Bulhão, falando do Mar, doce Mar donde nascem lavagantes para umas dezenas de gordos, chicharros para uns milhões de magros, submarinos para sabe-se lá quantos bimbos e 1,5 milhões de euros na Suiça para um finório…"
O diálogo (excerto) vem do FaceBook. O tema, aquela profunda medida de ataque à crise que foi a esconjuração das gravatas no Ministério da Agricultura, aquela luminosa descoberta de que dois graus centígrados abaixo do ar condicionado é que vive a crise, aquele patriótico exemplo de simples vestir para meter portas a dentro do ministério a aurea mediocritas dos verdes campos da nossa "arte de empobrecer alegremente"...
Donde veio a fobia pela gravata? Simples: a equipa ministerial mandou um grupo de trabalho estudar o que é a agricultura - e o resultado foi um relatório de meia dúzia de hectares semeados, com uma multidão de lavradores com um nó ao pescoço. O grupo de trabalho esqueceu-se de explicitar que cada um dos nós ao pescoço pendia de uma árvore.
Questão de checks and balances, que a Vida é como os alcatruzes da nora: neste caso, desapertam-se os nós ao pescoço de uns à medida que se apertam os dos outros...
Donde veio a fobia pela gravata? Simples: a equipa ministerial mandou um grupo de trabalho estudar o que é a agricultura - e o resultado foi um relatório de meia dúzia de hectares semeados, com uma multidão de lavradores com um nó ao pescoço. O grupo de trabalho esqueceu-se de explicitar que cada um dos nós ao pescoço pendia de uma árvore.
Questão de checks and balances, que a Vida é como os alcatruzes da nora: neste caso, desapertam-se os nós ao pescoço de uns à medida que se apertam os dos outros...






